A tecnologia e as emoções.

A tecnologia e as emoções.

Apresentaremos os estudos feitos na área da emoção, que podem ser percebidas através da linguagem não verbal, e aqui trataremos mais especificamente o uso da expressão facial para tal percepção. E ainda, demonstraremos especificamente os avanços na área da tecnologia baseados em tais estudos, ou seja, um viés prático que esta ciência vem tomando nos últimos anos.

Ao final, desejando instigar o leitor a uma pesquisa mais aprofundada sobre o assunto, citamos outras áreas, além da tecnologia, em que estes estudos são empregados de forma mais prática, deixando claras as diversas opções que o assunto nos proporciona, tanto em termos profissionais, bem como na revisão de nossos valores pessoais.

O artigo original (mais resumido) foi publicado na revista TEMA, pertencente ao SERPRO – Serviço Federal de Processamento de Dados, maior empresa pública de tecnologia da informação da américa latina, e pode ser lido no pdf abaixo. 
[gview file=”http://ibralc.com.br/wp-content/uploads/2012/04/Revista_Tema_A_Tecnologia_e_as_emocoes.pdf”]

Avanços desde Darwin

Demonstraremos a evolução desde os estudos detalhados feitos por Charles Darwin, publicado em 1872 em seu livro “A expressão das emoções no homem e nos animais”, onde observou-se que é possível uma relação entre a face e as emoções, onde foram levantados indícios de que determinadas expressões faciais poderiam ser universais, e que cada uma delas estaria relacionada à ocorrência de uma mesma emoção.

Darwin, em 1872, reuniu em seu livro: “A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais” seus estudos iniciais sobre sua percepção das emoções humanas e como elas se manifestam no corpo. Durante mais de quarenta anos o livro de Darwin foi o único registro organizado sobre esse tema.

Segundo Cesar Ades, em seu artigo “As faces (diversas) da emoção”, a face humana traí e esconde emoções, ela é capaz de assumir uma variedade muito grande de expressões que, ao mesmo tempo em que se ligam a estados emocionais, desempenham um papel de comunicação. Assim, as expressões faciais podem ser tomadas como indícios de emoções e/ou sinais que tem sua influência na interação humana. [10]

A partir destes sinais faciais, podemos perceber quando alguém ficou feliz, com raiva, com medo ou sentiu desprezo em relação a algo que foi dito. Assim, é possível tentarmos compreender qual a emoção que nosso ouvinte sente no instante em que lhe dizemos ou fazemos algo.

Desde as descobertas de Darwin, o campo de estudo das emoções vem evoluindo. Segundo o Dr. Paul Ekman, especialista no assunto que vem conduzindo diversos experimentos desde meados dos anos 60, em seu artigo “Introduction: Expression of Emotion”, ele cita que o campo de expressão emocional era muito diferente há 20 anos, propondo assim evoluções neste estudo. [12]

Baseado no que se definiu como emoções básicas (sete emoções básicas nos seres humanos e que são comuns a todas as culturas do mundo, a saber: tristeza, raiva, surpresa, medo, nojo, desprezo e alegria) Ekman desenvolveu o FACS – Sistema de Codificação de Ação Facial/Facial Action Coding System, este não é o único método para descrever o comportamento facial, entretanto, é o mais utilizado.

O FACS foi desenvolvido na década de 70, com o intuito de determinar como a contração de cada músculo facial (isoladamente e em combinação com outros músculos) muda a aparência do rosto, este sistema possibilitou vermos, por exemplo, expressões em animações gráficas no cinema de forma tão “real”.

 

Tecnologia e Aplicações

Baseado no Manual FACS, de 2002, podemos descrever que unidades de medida FACS são Unidades de Ação (UA)/(Action Units – AU’s), e não músculos, por duas razões: Primeiro, para algumas expressões, mais de um músculo foi combinado em um único AU, pois as mudanças na aparência que eles produziram não poderiam ser distinguidos. Segundo, as mudanças na aparência produzida por um músculo, por vezes, foram separados em dois ou mais AUs para representar ações relativamente independentes de diferentes partes do músculo. [14]

Um codificador FACS “disseca” uma expressão observada, decompondo-a em AUs específicas que foram utilizadas para produzir o movimento. As pontuações para uma expressão facial consistem na lista de AUs que o produziu. Duração, intensidade e assimetria também podem ser gravadas.

Descrevendo as expressões faciais de forma mais “didática”, no que ele intitula de unidades de ação (Action Units – AU’s). Das 44 AU’s que ele definiu, 30 são anatomicamente relacionadas com a contração de músculos faciais específicos (12 AU’s para a parte superior da face, e 18 AU’s para a parte inferior), que podem corresponder a um músculo específico, ou a um grupo muscular.

A partir destes estudos, diversas tecnologias foram desenvolvidas, inclusive, para o próprio estudo das expressões. Utilizando-se do FACS, Ekman disponibilizou como parte de seus cursos, um software para treinamento da percepção das expressões faciais, o qual executa determinada micro-expressão facial (expressões faciais que duram entre 1/5 segundos a 1/25 segundos), afim de que possamos aguçar nossa percepção.

Para um melhor entendimento, recomendamos a leitura do artigo “Códigos da Ação Facial” de autoria do Dr. Sérgio Senna

Avançando neste campo, temos softwares sendo desenvolvidos para diversos fins, como: segurança, educação, administração, desenvolvimento gráfico, etc. Podemos citar os projetos da Universidade Federal de Sergipe nas áreas de extração de perfil psicológico em dispositivos móveis, detecção de estados emocionais a partir do sinal voz (outra área de estudo das emoções), traços de personalidades em agentes virtuais para a formação de grupos, etc. Os mesmos podem ser vistos no endereço: http://www.dcomp.ufs.br/~gutanunes/upp.html

Destes exemplos, podemos destacar o uso da análise emocional a partir do sinal da voz, em que o projeto propõe módulos que se agregam a diversos tipos de softwares e hardwares, permitindo que os mesmos passem a analisar distorções entre o que é afirmado e o sinal da voz.

De forma simplificada, o funcionamento deste sistema é baseado na percepção da variação de tom e velocidade da voz, indicando assim o momento em que o interlocutor estaria mentindo, ou ao menos estressado, com isso seria possível detectar possíveis fraudes ou inibir possíveis furtos aos clientes.

Cada vez mais este tipo de sistema torna-se “comum”, é fácil achar, por exemplo, plugins “detectores de mentira” para aplicativos como o Skype, celulares, etc.

Empresas seguradoras, como a Higway Insurance (http://www.highway-insurance.co.uk/) e bancos, como o russo Sberbank (http://sbrf.ru/en/), utilizam sistemas detectores de mentira na voz, integrados com o sistema do call center e do banco 24 horas, respectivamente. O uso desta tecnologia impediria fraudes e prováveis assaltos. [5]

Vale ressaltar que os sistemas não darão garantia alguma de assertividade, pois o mesmo deve ser utilizado como parte auxiliar do processo de segurança.

Outra possibilidade muito interessante de uso da tecnologia aliada ao FACS do Dr. Ekman, é o reconhecimento remoto das emoções em um dado ambiente virtual, como por exemplo, uma aula ou palestra à distância, reuniões de trabalhos e ainda em sites de compras, utilizando tecnologia de monitoramento facial.

Uma das empresas que fazem este tipo de trabalho é a RealEyeshttp://www.realeyesit.com/, que tem sede em Londres, vem desenvolvendo um sistema que combina a tecnologia chamada de “olho-espião” e webcam, com a análise emocional. Mihkel Jäätma, que fundou a companhia em 2007, dizem que seu sistema é capaz de medir o humor da pessoa, traçando a posição de características faciais, como as sobrancelhas, boca e narinas, e empregando algoritmos inteligentes para interpretar as mudanças no seu alinhamento, como quando sobrancelhas são levantadas em estado de surpresa, digamos. [7]

Com a tecnologia “olho-espião”, é possível que durante uma navegação em um site de compras, seja visualizado um produto que chame a atenção, como, por exemplo, uma bicicleta, supondo que o usuário sorria quando veja a bicicleta e em seguida passa adiante, continuando sua navegação, o site automaticamente, por perceber sua emoção – de satisfação neste exemplo – irá mostrar outros produtos relacionados, como itens de segurança ou peças para bicicletas.

Outro projeto que chama a atenção é o do Laboratório de Pesquisas em Ciência e Tecnologia da NHK, emissora pública do Japão, está testando uma interface para televisores que fornece informações complementares baseadas na expressão dos usuários. Utilizando uma câmera localizada no topo da tela, é possível captar níveis de concentração e a resposta emocional provocada por diferentes programas. [15]

 

Conclusão

Com o uso da tecnologia, podemos empregar técnicas de análises em diversos tipos de softwares, o que só agregaria valor ao produto, conforme exemplos citados ao longo do artigo.

Evidentemente que o foco do artigo é na área de tecnologia, entretanto, o estudo da linguagem não verbal ultrapassa os limites desta área, aqui no Brasil as pesquisas ainda avançam de forma lenta, visto a falta de literatura científica na área, mas países como Estados Unidos, integrantes do Reino Unido e Portugal estão bem mais avançados em relação a este campo de estudo. [16]

Após estudarmos algum tempo a área da linguagem não verbal, especificamente expressões faciais, percebemos como aplicar este conhecimento em um escopo muito amplo, apenas para citar alguns: na área de publicidade, existe um grande nicho de mercado, que seria a consultoria para percepção de “incoerência emocional” das peças publicitárias, na segurança de espaços públicos, como por exemplo aeroportos, observando comportamentos “fora do normal”, que podem representar algum perigo, e na saúde, tentando reinserir pacientes com dificuldades de comunicação no meio social, trazendo assim mais sucesso no tratamento e consequente conforto do paciente.

Transpondo o lado profissional, podemos observar que pessoalmente os ganhos também são inúmeros, afinal, perceber a emoção do próximo nos abre novas possibilidades de como nos relacionarmos com a família, amigos e no trabalho. Ganhamos uma espécie de “máquina do tempo”, onde podemos anteceder possíveis decisões – favoráveis ou não.

Como citado anteriormente, desejamos apenas despertar o interesse por este tipo de software/tecnologia. Evidentemente que nem tudo pode ser tomado como verdade e devemos utilizar esta área de conhecimento apenas como mais uma ferramenta para nossa tomada de decisão.

 

Referências:

[1] Ekman, Paul. A linguagem das emoções. São Paulo: Leya, 2010.

[2] PEASE, Allan; PEASE, Barbara. Desvendando os segredos da linguagem corporal. Rio de Janeiro, Sextante, 2005.

[3] DARWIN, CHARLES. A expressão das emoções no homem e nos animais. SP:Companhia das Letras, 2009.

[4] NUNES, Maria Augusta. Universidade Federal de Sergipe. Disponível em: http://www.dcomp.ufs.br/~gutanunes/upp.html. Acesso em 19/10/2011.

[5] SBERBANK terá ATM com detector de mentiras. Portal CardClipping. Disponível em: http://serfinco.blogspot.com/2011/06/sberbank-tera-atm-com-detector-de.html. Acesso em 25/10/2011

[6]Detector de Mentira é novo item de consumo. Agência Estado. Disponível em: http://www.parana-online.com.br/editoria/mundo/news/22174/. Acessado em 26/10/2011

[7] The all-telling eye. The Economist. Disponível em: http://www.economist.com/node/21533362. Acesso em 26 de outubro de 2011.

[8] The Robotics Institute. School of Computer Science. Disponível em: http://www.ri.cmu.edu. Acesso em 26 de outubro de 2011.

[9]Biometria: Reconhecimento Facial Livre! Linha de Código. Disponível em: http://www.linhadecodigo.com.br/Artigo.aspx?id=1813. Acesso em 26 de outubro de 2011.

[10] Cesar Ades, As faces (diversas) da emoção, USP, 1993.

[11]Senna, Sérgio. “Expressões Faciais são Universais?”; ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/sf/materias/expressoes-faciais-universais/. Acesso em 21 de outubro de 2011.

[12] Dacher Keltner e Paul Ekman, Introduction: Expression of Emotion, 2003, Disponível em: http://www.paulekman.com/wp-content/uploads/2009/02/Intoduction-Expression-Of-Emotion.pdf. Acesso em 28 de outubro de 2011.

[13] Bradski, G. “Computer Vision Face Tracking as a Component of a Perceptual User Interface”, Workshop on Applications of Computer Vision, 1998.

[14] Ekman, Friesen e Hager, FACS – The Manual, 2002, Disponível em: http://face-and-emotion.com/dataface/facs/manual/TitlePage.html. Acesso em 30 de outubro de 2011

[15] Japoneses desenvolvem TV que ‘enxerga’ o telespectador. Olhar Digital. Disponível em: http://bit.ly/J6oqwB. Acesso em 29 de outubro de 2011.

[16]Entrevista a Armindo Freitas-Magalhães: “As pessoas votam em cromos”. Jornal de Leiria. Disponível em: http://www.jornaldeleiria.pt/portal/index.php?id=4944. Acesso em 03 de janeiro de 2012

 

E você? O que pensa sobre isso? Deixe-nos o seu comentário!

Saudações e prossiga acompanhando os nossos artigos.

Edinaldo Oliveira


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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

JUNIOR, Edinaldo Oliveira. A tecnologia e as emoções.. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/a-tecnologia-e-as-emocoes/> . Acesso em 2 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Junior, Edinaldo Oliveira. (2012). A tecnologia e as emoções.. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 2 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/a-tecnologia-e-as-emocoes/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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4 Comments

  1. Muito agradecida pela honesta resposta e pelas indicações também.
    Fiquei encantada com a técnica usada no Planeta dos macacos, realmente facilita muitíssimo para os atores que contracenam com o esperto macaco.
    Nos textos o que mais me chamou a atenção foram as microexpressões. Eu confesso que não tenho capacidade para percebê-las, pois sou bastante desligada, contudo essa falta é compensada pela minha intuição que é forte. Se conforme os estudos mostram que mais de 70 % das pessoas tem a capacidade de perceber quem é quem pela face, como é que elegeram o Bush filho? Lembro que na primeira vez em que o vi na tv, no ato já me veio o pensamento: esse aí não presta, tá na cara! rsrs
    Novamente agradeço e abraços

    • Olá Atena,

      Muito boa sua interação, levantando questões sempre pertinentes!

      Em relação à sua “não capacidade” de observar as micro-expressões faciais, fique tranquila! É uma linguagem que naturalmente, durante nossa evolução, fomos deixando “de lado”. Assim como todo idioma novo, podemos aprender a interpretá-lo, basta treino e dedicação.

      Deixo inclusive dois testes para você se divertir:

      Sorrisos Falsos e Verdadeiros – Você consegue Reconhecer?

      Você reconhece bem as emoções pelas microexpressões faciais?

      Quanto a questão da “intuição” é um tema muito interessante. No livro “Decifrar pessoas: como entender e prever o comportamento humano” (o livro não é científico, mas sim, um conjunto de experiências relatadas pelos autores, mas é uma leitura interessante) os autores explicam alguns detalhes que nos fazem compreender melhor essa nossa “intuição”. Explicando de forma extremamente simples: Durante nossa vida, vamos acumulando informações e experiências, e muitas dessas, como o passar do tempo, ficam “esquecidas” na região não consciente. Quando entrevistamos alguém, a forma como o interlocutor se veste, postura, tom de voz, enfim, todas essas informações terminam por despertar em nós algumas destas informações guardadas lá na região não consciente.

      Um exemplo simples: Você chegando em algum lugar e percebe rapidamente algo estranho, como alguém sozinho, parado na frente da loja, com uma “atitude estranha” e “do nada” isto desperta sua atenção, e pode vir o pensamento “é uma situação de risco?”. Na verdade isto não foi intuição, mas sim, pela atual violência, começamos a perceber formas de manifestações da mesma (estereótipos de vestimentas, forma de falar, forma de andar, etc dos assaltantes, por exemplo). Acredito que isto tenha alguma ligação com a nossa memória ontogenética…só especulando.

      Quanto à nossa face, ocorre algo semelhante: damos preferências por alguns traços, em detrimento de outros. Recomendo que conheça os trabalhos do “The Perception Lab“, liderado pelo Dr. David Perrett, bem como, os trabalhos do Professor Keith Kendrick. Caso esteja sem tempo, pode ler uma entrevista ao Los Angeles Times, sobre o livro “In Your Face: The New Science of Human Attraction” (Palgrave Macmillan, 2010), de autoria do Dr.Perrett, e a palestra, “Addicted to love, beauty or sex?” do Professor Keith Kendrick.

      Para finalizar, recomendo a leitura de outro artigo de minha autoria, que trata um pouco sobre o mito proliferado em livros de auto-ajuda, Internet,etc..sobre as famosas técnicas de conquistas “No jogo da conquista, não confudam as emoções!

      Siga nos acompanhando.

      Abraço,

      Edinaldo Oliveira

  2. Muito interessante. Logo ao começo da leitura lembrei-me de como amei as expressões faciais na animação Shrek. Sempre me perguntei como eles conseguem fazer isso tão bem. Agora, com ese artigo ficou mais claro pra mim.
    Com a sequência da leitura, veio-me uma dúvida sobre um aspecto bem “cabeludo” do uso dessas tecnologias: a possibilidade de incrementar a atuação do Big Brother que já estamos enfrentando com câmeras para todo lado e dados angariados na web.
    Qual a sua opinião sobre isso? Do jeito que o ser humano falha com a ética, isso não seria um perigo a ser considerado?
    abração

    • Atena,

      Obrigado pela visita e seus comentários.

      Esse conhecimento acerca das expressões faciais foi de fundamental importância para o nível de sofisticação gráfica na reprodução das emoções humanas…acho que Toy Story foi um dos primeiros desenhos marcantes em relação a este assunto. Essa tecnologia é muito semelhante à de captura de movimento, onde capturamos todo a movimentação de determinada pessoa e a transpomos para o meio digital. No caso do desenho o foco é a face. Complementando, recomendo que veja o trailler dos bastidores do filme “Planeta dos Macacos: A origem” (apenas 2minutos): http://www.youtube.com/embed/c3K1ih1HMGU

      Quanto a sua segunda questão, você está certa! Somos falhos, e evidentemente que qualquer método criado por nós contém o gene da probabilidade de falha. A profundidade de nossas emoções é tanta, que muitas vezes não conseguimos entende-las, e mesmo assim queremos ter a prepotência de apontar as emoções alheias. Evidentemente que podemos tentar perceber alguns sinais emocionais que nos indiquem algo (até para que possamos nos “precaver” de nossa “suspeita”), como por exemplo: alguém que nos elogia no trabalho e que depois “puxa o nosso tapete”, alguém que tenta transportar algo indevido em um aeroporto, ou aquela pessoa que circula em uma loja com “segundas intenções”…muitas vezes temos alguns sinais que nos permitem nos precaver de tal fato, caso nossas suspeitas se confirmem.

      O grande problema é que somos falhos, e muitas vezes acusamos alguém de mentiroso baseados em um “indicativo da mentira”: esse tipo de atitude pode ser extremamente perigoso.
      Sei da sua vontade de obter conhecimento, portanto recomendarei três textos para complementar os comentários (pequenos, com a exceção do último):
      Você julga um livro pela capa?
      O que o rosto nos fala?
      A verdade está sempre escrita em nossos rostos?

      Espero ter ajudado. Siga nos acompanhando.

      Abraço,

      Edinaldo Oliveira

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