Como andam as emoções no mundo?

Como andam as emoções no mundo?

Recentemente saiu uma pesquisa bastante curiosa: como andam as emoções ao redor do mundo? Quais os países que são mais (ou menos) “emocionais”?

Desde 2009, a empresa de sondagens Gallup pesquisou pessoas em 150 países e territórios e, entre outras coisas, sua experiência diária emocional. Ekman (2011) já citava que os estados emocionais dos ocidentais diferem dos orientais, entretanto, a pesquisa feita pela Gallup foi além disto, pois tentou aprofundar ainda mais tal percepção.

Mapa das emoções

A Contra Costa Times delineou o resultado desta pesquisa, apesar de resumida, vamos dar uma olhada nos resultados que foram gerados a partir de 5 perguntas para 150 pessoas em diferentes países.

O país “menos emocional” considerado foi Cingapura. Uma das razões para isso seria que a neutralidade emocional é utilizada no combate ao estilo de vida estressante nos centros urbanos.

O “posto” de primeiro lugar ficou com as Filipinas (como o país mais emocional do mundo), com El Salvador em segundo lugar.

Interessante que a pesquisa aponta que os países menos emocionais no mundo são os maiores consumidores de cigarros e álcool.

Pelo mapa, o Brasil está destacado como um dos mais emocionais (pelo gráfico, apesar de perdermos para alguns vizinhos nossos), entretanto, isto já percebemos (o Brasil já possui a fama de ser um povo festivo e receptivo), interessante, não acham?

 

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira

 

Referências:

EKMAN, Paul. A linguagem das emoções. SP: Lua de Papel, 2011

FISHER, Max. A color-coded map of the world’s most and least emotional countries. The Washington Post. Disponível em . Acesso em 10 de dezembro de 2012.


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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

OLIVEIRA, Edinaldo Rodrigues. Como andam as emoções no mundo?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/como-andam-as-emocoes-no-mundo/> . Acesso em 3 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Oliveira, Edinaldo Rodrigues. (2012). Como andam as emoções no mundo?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 3 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/como-andam-as-emocoes-no-mundo/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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2 Comments

  1. Olá Edinaldo. Postagem bastante interessante.

    Eu acho que vale um alerta para os nossos leitores no sentido de que a experiência de uma emoção pode não ter relação direta com a forma que uma pessoa a expressa.

    Esse é um assunto que é dúvida geral dos alunos e aparece em todas as minhas aulas.

    Acho que os trabalhos do Dr. Ekman, nesse ponto, ajudam a confundir o entendimento daqueles que não se aprofundam no estudo das emoções.

    Uma coisa é reconhecer as emoções no rosto, outra é entender suas razões e a profundidade da experiência emocional de alguém.

    Quando Ekman e seus colaboradores propuseram o F.A.C.S., a primeira intenção foi que esse sistema servisse como um referencial descritivo do movimento facial. Eles criaram um código para cada movimento e uma escala de intensidade (de A até E). Então um sorriso pode ser codificado como 12D (Zigomático Maior – intenso – puxa o canto da boca para trás e para cima), por exemplo.

    É importantíssimo notar que a letra associada se refere à INTENSIDADE DA CONTRAÇÃO MUSCULAR e não à intensidade da experiência emocional das pessoas.

    Vejo gente tentando fazer essa relação e dizendo que o F.A.C.S. permite chegar à conclusão sobre a profundidade da experiência emocional, o que não é verdade.

    Nossas emoções consistem de percepção (de estímulos externos ou internos), de ativação em nosso corpo e de experiências subjetivas. As principais teorias sobre emoções concordam com esses três elementos, divergindo quando eles ocorrem e qual precede o que.

    Essa vivência emocional depende de processos básicos, como a percepção, mas também depende de processos superiores como a atenção voluntária. Você pode prestar atenção em algo que aprendeu ser importante, por exemplo.

    É por esse motivo que percebemos cenas de forma diferente. Além disso, nosso sistema normativo orientará a produção de significados de forma diversa, lembrando que existe uma versão coletiva desses princípios, chamada de cultura coletiva, e uma versão pessoal de tudo isso fruto da internalização reconstrutiva das crenças, valores e informações aprendidas durante a vida (por isso temos diferentes interpretações, mesmo dentro do mesmo grupo cultural).

    Então, fica o alerta para os nossos leitores no sentido de não pensarem que os “alemães e japoneses” se emocionam menos do que nós. ELES PODEM DEMONSTRAR MENOS, mas a experiência emocional de um ser humano é compreendida apenas por ele (por vezes nem o próprio sujeito é capaz de expressar) e Deus!

    Bela postagem.
    Um abraço
    Sergio Senna

    • Olá Dr. Sérgio,

      Excelentes considerações. Acredito que algumas variáveis foram esquecidas no estudo, abrindo precedente para possíveis questionamentos acerca dos resultados (seus comentários dariam bons questionamentos).

      Entretanto, como comentei em outro artigo, acho que o que vale aqui é repassar este tipo de pesquisa, para que os leitores tomem ciência do que esta ocorrendo, em termos de pesquisa, no mundo.

      Abraço,

      Edinaldo Oliveira

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