28 de dezembro de 2011 O que fazer contra o estupro?

O que fazer para prevenir-se de um estupro?

 

O estupro é um ato inaceitável, uma violência brutal. Ao longo desse artigo, analisaremos os fatores de risco e de proteção que podem estar envolvidos em uma situação de estupro, bem como oferecemos sugestões sobre como prevenir-se dessa situação.estupro-Linguagem-Corporal

Em primeiro lugar, a maioria dos treinamentos de defesa pessoal trata especificamente das técnicas e do condicionamento físico sem ressaltar a importância do condicionamento emocional para enfrentar a qualquer situação de violência.

No entanto, o marginal escolhe sua vítima através de uma análise entre o risco e o benefício em atacá-la.

 

 

 

O que o estuprador observa?

  • A maneira com a pessoa se veste, por exemplo, uma mulher de calça jeans apertada levará mais tempo para consumar o estupro do que uma mulher com saia;

  • O penteado da pessoa, fica muito mais fácil dominar uma mulher com cabelos compridos ou com rabo de cavalo do que uma mulher com cabelo curto;

  • O local e horário da abordagem, preferecialmente vias de pouco movimento em horários com pouca atividade;

  • A desatenção da vítima, ou seja, se está conversando em um celular, lendo um livro, etc., ficando mais fácil a abordagem.

 

O modo de atuação do marginal envolve 5 etapas distintas: 

 

1. Ele precisa abordar a vítima, neste caso, o elemento surpresa é sua maior arma, já que escolherá o melhor local para isto;

2. Imobilizará a vítima, principalmente psicologicamente, para evitar que ela faça uma reação;

3. Alcançará o objetivo, ou seja, cometerá o estupro;

4. Escala ou desescala a violência, é o momento onde o marginal libera, parte para a violência sexual ou mata a vítima;

5. Foge.

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Pensando no aspecto de segurança, a melhor defesa pessoal é evitar ser escolhida como vítima, ou seja, agir de forma preventiva.

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 O que fazer para prevenir-se?

TENHA ATENÇÃO – evite ocupar as duas primeiras filas dos semáforos e não se esqueça proteja sempre o lado do condutor do veículo; 50 a 60 metros antes dos semáforos já reduza a marcha e deixe os apressados ultrapassarem, procure ainda transitar nessa marcha reduzida, com o lado do condutor (motorista) bem próximo de outros veículos que estejam estacionados em via pública, caso não exista local para estacionamento de tais veículos, ande o mais rente (próximo) possível do meio-fio (guia), de tal forma o condutor estará evitando que uma motocicleta emparelhe ao seu lado, o ocupante exiba arma de fogo e determine a sua parada. A abordagem fica mais difícil quando mudamos pequenos hábitos. Utilize carros com película de insufilme para dificultar a percepção das pessoas que estão dentro do carro.

 

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NÃO OSTENTE – correntinhas, relógios, braceletes, relógios ou jóias; não carregue objetos de valor, grande quantia em dinheiro, tenha uma carteira para enganar o marginal, ande sempre com cédulas nessa carteira, pois a inexistência de cédulas na carteira pode desencadear raiva ao agressor. Mantenha bolsas e notebooks no porta-malas. Não deixar no carro, mesmo por pouco tempo, pessoas ou animais domésticos;

 

ESTEJA PREPARADA – Não pare para discutir “batidinhas”, principalmente à noite, os ladrões fazem isso de propósito para assaltá-la. Em caso de pneu furado, somente providencie a troca em local seguro, ainda que distante, mantendo portas e vidros fechados, evitando sempre que possível, o auxílio de estranhos.

 

AVALIE MUITO BEM AS OFERTAS DE CARONAS – mesmo que a pessoa seja conhecida.

 

CASO SUSPEITE QUE ESTÁ SENDO SEGUIDA  – atravesse a rua e entre em algum estabelecimento movimentado para buscar ajuda;

 

PROCURE SEMPRE CAMINHAR NO CENTRO DA CALÇADA E CONTRA O SENTIDO DO TRÂNSITO – É mais fácil de perceber a aproximação de um veículo suspeito. Caminhando no centro da calçada você estará evitando passar próximo aos portões das casas, muitas destas casas podem estar abandonadas e estar servindo de abrigo para marginais e desocupados que podem puxar a vítima para dentro da casa e molestá-la sexualmente, roubar seus pertences e até mesmo praticar um homicídio.

 

PROCURE ALTERAR OS TRAJETOS E HORÁRIOS DE CAMINHADAS  – utilize um grupo de pessoas, evite caminhar sozinha;

 

EVITE ACOMPANHAR O MARGINAL – se ele quiser matá-la ou estrupá-la não o fará em público, estará nas mãos de um bandido sem piedade e pior, sozinha.

 

DIZ UM DITO POPULAR QUE: “O BOM OBSERVADOR É AQUELE QUE OBSERVA SEM SER OBSERVADO” – é o caso típico do criminoso, o qual fica a espreita de suas vítimas, geralmente, onde há pouca circulação de pessoas em via pública e em algumas vezes atua de carro, está bem vestido e surpreende a vítima.

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NÃO UTILIZE APARELHOS SONOROS COMO IPOD, DISC-MAN OU WALK-MAN OU CELULAR
 – pois os sentidos mais apurados do ser humano são a visão e audição constituindo mecanismos preventivos;

 

SELECIONE CRITERIOSAMENTE AS PESSOAS QUE LHE PRESTAM SERVIÇOS – muitos dos casos de violência relatados são de pessoas que trabalharam determinado tempo com a vítima, conhecendo sua rotina diária. Não descuide das chaves de sua casa/trabalho, para que não “desapareçam” ou façam cópias;

 

MARQUE HORA COM PESSOAS QUE FARÃO SERVIÇOS EM SUA RESIDÊNCIA – procurando nunca estar sozinha nestas situações;

 

EQUILIBRE A RELAÇÃO ENTRE O CONFORTO E A SEGURANÇA – é muito confortável receber uma pizza em seu apartamento ao invés de buscar na portaria do prédio, porém, o risco de ser atacada também é maior;

 

EVITE PASSAR INFORMAÇÕES SOBRE AS PESSOAS DA CASA PELO TEFEFONE.  SOBRE ISSO, ORIENTE SEUS EMPREGADOS;

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 NÃO ATENDA A PORTA SEM VERIFICAR DE QUEM E DO QUE SE TRATA
 – sua empregada acaba de sair de casa, é natural pensar que a pessoa a porta é ela, porém, um marginal pode tê-la abordada e quer entrar em sua residência;

 

NÃO ECONOMIZE EM SEGURANÇA – deixar o carro na rua e andar algumas quadras para não pagar um estacionamento caro em um evento ou barzinho se achando muito “esperta” é ilusório. Ao sair de madrugada do local, pode ser seguida, roubada, estuprada ou morta;

 

 LEMBRE-SE DE QUE O MARGINAL PODE NÃO QUERER APENAS SEU DINHEIRO, MAS SIM, SEU CORPO OU SUA VIDA. 

Muitos dos casos de violência começaram com um roubo, porém, o criminoso pode aproveitar que está sozinho com a vítima e mudar sua intenção para cometer uma violência sexual.

Outras situações relatadas mostraram que, em surtos psicóticos, os agressores mataram as vítimas.

 

 

Você sabia?

 

 

  • 89% das agressões contra a mulher ocorrem dentro da própria família ou pessoas do seu convívio diário;

  • As mulheres que sofrem violência são de todas as raças e classes sociais;

  • Somente 1/3 das violências cometidas contra as mulheres são denunciadas.

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A vítima evita relatar a agressão com medo:

  • Da vergonha que ira passar frente a seus amigos, familiares e em sua comunidade. Muitas mulheres de classes média e alta não denunciam para preservar seu “status” e por terem medo de escândalos.

  • Por achar que foi a culpada pela agressão;

  • Pelo medo de retaliações do agressor;

  • Por depender financeiramente do agressor;

  • Pelo constrangimento de ir a uma delegacia e relatar a desconhecidos seu drama e de ter de passar por exames médicos invasivos;

  • Pela falta de credibilidade em nossas instituições, acreditando apenas na impunidade do agressor.

 

Todos estes argumentos sustentam a continuidade das humilhações, agressões e o terror que terá que passar ao lado de uma pessoa, que em algum momento pode tirar até mesmo sua vida. Saiba que existem delegacias especializadas no atendimento a mulheres.

 

 

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DENUNCIE A VIOLÊNCIA QUE OCORRA EM SUA CASA.

Aceitar passivamente que pessoas do seu convívio a agridam e não relatar a agressão é muito comum. Não tolere a violência!

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Em caso de iminência de estupro você deve:

 

REAGIR DE FORMA RÁPIDA E DETERMINADA.

Não reagir, como dito no tópico acima, não é uma garantia que o marginal não faça nada com a vítima. O importante é observar a intenção do marginal e caso perceba que seu objetivo não é apenas seus bens, você deve fazer uma reação. Não há outra alternativa!

NÃO DESISTIR DA REAÇÃO.

O marginal quer imobilizar a vítima física e psicologicamente. É comum um primeiro golpe para causar medo. Quando isso acontece, as mulheres ficam paralisadas de uma maneira geral, procurando não reagir com medo de se machucarem mais. Paralisar é a pior coisa que você pode fazer. O elemento surpresa agora é da vítima que pode apenas simular paralisia e mudar rapidamente sua atitude passiva para uma atitude de ataque;

TRANSFORMAR O MEDO EM RAIVA.

O senso comum de não reagir é uma praga arraigada em nossa sociedade. Não reagir é dar ao marginal o domínio da situação, tirando qualquer chance de sobreviver caso sua intenção seja tirar sua vida. Você esta sendo treinada para se tornar uma vítima. Transformar medo em raiva, não é atacar cegamente e sim transformar paralisia em ações.

Ricardo Nakayama – Colaborador do Portal

 

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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

. O que fazer para prevenir-se de um estupro?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/defesa-contra-estupro/> . Acesso em 23 Feb 2018.

Formato Documento Eletrônico (APA)

. (). O que fazer para prevenir-se de um estupro?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 23 Feb 2018, de https://ibralc.com.br/defesa-contra-estupro/.

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É especialista em segurança e defesa pessoal com grande reconhecimento, sendo constantemente chamado para prestar consultoria aos mais destacados orgãos de imprensa da América Latina. Ministra aulas desde 1984, exercendo durante 10 anos a coordenação técnica na área de defesa pessoal na maior empresa de segurança do Brasil, tendo treinado mais de 50.000 alunos.

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3 comentários em “O que fazer para prevenir-se de um estupro?

  1. “O senso comum de não reagir é uma praga arraigada em nossa sociedade.”
    Concordo, impregnaram tanto a mente das pessoas para não reagir a assalto porque dinheiro e objetos não valem o risco da vida, que quando sua vida está em jogo você também não reage.

    Quando sua vida está em jogo seja em estupro e afins, deve-se reagir sim, ou você quer morrer sem nem ter tentando sobreviver?

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