Identificamos melhor a mentira assistindo Lie to Me?

Assistir Lie to Me te ajuda a identificar a mentira?

Diversas vezes já me perguntaram se assistir o seriado Lie to Me melhora a percepção da mentira.

É comum, em nossas redes sociais, quando postamos alguma foto, recebermos comentários sobre a linguagem corporal das pessoas fotografadas.

Mentira

Outro dia, ao postar uma foto de uma entrevista que concedi ao programa Entre Elas da TV Bandeirantes, uma das pessoas que acompanha nossas postagens comentou a foto, afirmando que as pessoas estavam mostrando desconforto (estavam encolhidas).

Foi necessário explicar àquele comentarista que era importante ver além da foto. No caso concreto, estávamos em um estúdio de TV cujo ar condicionado funcionava em temperatura muito baixa, motivo pelo qual as pessoas estavam encolhidas.

É necessário, portanto, analisar além do que se vê no primeiro plano.

Nesse contexto, gostaria de comentar se assistir a série Lie to Me é suficiente para melhorar a capacidade de uma pessoa em identificar mentiras.

Antes disso, quero apresentar um estudo norte-americano sobre esse assunto:

O estudo se intitula: The impact of Lie to Me on viewers’ atctual Ability to detect deception (O impacto de Lie to Me na verdadeira habilidade de seus espectadores em detectar mentiras), cujos autores são Timothy Levine, Kim Serota e Hillary Schulman.

Esse trabalho questiona se assistir a série Lie to Me melhora a capacidade de alguém para detectar mentiras.

Durante a leitura, percebe-se na redação do artigo que os pesquisadores desejavam “provar” que não havia melhora nas habilidades perceptivas das pessoas, pelo contrário ocorria uma piora, como vamos explicar adiante.

Quais foram as premissas gerais do estudo?

Os autores explicam que nos materiais promocionais da FOX, empresa que produziu e exibe a série, se afirma que o seu conteúdo é baseado em conhecimento científico. No entanto, esse ponto é questionado pelos autores, uma vez que a FOX não dá muitos detalhes sobre quais seriam esses estudos.

Veja um dos anúncios e observe a tentativa de relacionar a série a supostas conclusões de estudos científicos:

Mentira em Série Lie to Me

Em sua explicação e citando alguns estudos (e.g. March & Fazio, 2006), eles levantam que séries de televisão influenciam as crenças das pessoas, fazendo-as acreditar em fatos que podem não encontrar, necessariamente, respaldo nos estudos científicos. Consequentemente, essas técnicas de detecção de mentiras não seriam eficazes e, em alguns casos, poderiam prejudicar a avaliação.

Para demonstrar esse ponto de vista, elaboraram um experimento

A metodologia desse estudo sobre comunicação não verbal 

Os estudo contou com a colaboração de  108 sujeitos que foram divididos em três grupos:

 

  • 33 que assistiram um episódio de Lie to Me;
  • 40 que assistiram um episódio do seriado Numb3rs, outra programação sobre investigações policiais;
  • 35 que não assistiram esses programas. 

Cada um desses sujeitos teve que avaliar 12 entrevistas onde alguém falava a verdade ou mentia.

Consulte a seção metodologia do artigo original, indicado acima, para outros relevantes detalhes acerca do experimento.


Resultados e conclusões do estudo

Critério Lie to Me Numb3rs Controle
Tendência a achar que as pessoas falam a verdade 50,7% 57,9% 59%
Acerto Total 59,5% 61,7% 65,2%
Acerto sobre quem estava mentindo 58,8% 53,8% 56,2%
Acerto sobre quem falou a verdade 60,1% 69,6% 74,3%

 

Uma informação interessante trazida pelos pesquisadores é que, sem treinamento especial para detectar mentiras, temos uma tendência a valorizar a verdade (truth bias), o que encontrou suporte nos seus achados uma vez que 59% das pessoas que não assistiram os seriados mencionaram que as entrevistas eram verdadeiras.

Eles explicam que essa tendência se deve a uma certa ingenuidade, pois ao assistirem os episódios da série Lie to Me as pessoas passam a procurar “os sinais da mentira”, abrindo a possibilidade de interpretá-los mais vezes (até mesmo de forma equivocada).

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De forma geral, os resultados indicam que não houve um ganho significativo para aqueles que assistiram o episódio de Lie to Me. Na verdade, até se saíram pior quando a questão era a identificação da verdade (60,1% contra 74,3% de quem não assistiu).

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Os autores concluem:

1. Que a série pode colaborar para a formação de idéias erradas acerca do que é fato ou ficção (no caso de detecção de mentiras);

2. Que a série colabora para o aumento da suspeita que os telespectadores passam a desenvolver, sem o  que haja o aumento da sua capacidade em confirmar essas suspeitas;

3. O aumento do ceticismo e da auto-confiança em detectar mentiras (auto-confiança sem base), podem ter um impacto negativo na detecção de mentiras na vida real.

 

Esse estudo é muito interessante e recomendo a todos que leiam o original para terem uma idéia mais completa do que os autores realizaram. Penso que a reflexão que devemos fazer trata de três assuntos:

 1. O comportamento não verbal está ligado à mentira?

2. Assistir a série é suficiente para capacitar alguém a identificar os sinais não verbais da mentira?

3. Existem algumas limitações nesse estudo que poderiam prejudicar as conclusões dos autores?

 

Sem dúvida alguma o comportamento não verbal pode estar associado aos sinais da mentira. No entanto, essa relação é INDIRETA, o que consiste na grande limitação de todos os métodos de detecção da mentira. Por si só, nenhum sinal é definitivo para revelar a mentira.

Os principais métodos de detecção da mentira avaliam as alterações de parâmetros do Sistema Nervoso Autônomo, que podem ocorrer por outros motivos que não a mentira.

lie-to-me-equifinalidadeÉ  aplicação do princípio da Equifinalidade, segundo o qual você pode observar o mesmo resultado que foi causado por razões diferentes. Normalmente, os sinais interpretados como mentira são manifestações de nervosismo e desconforto (que podem ocorrer por outros motivos).

Uma pessoa pode ficar nervosa em um depoimento na delegacia de polícia, simplesmente por nunca ter entrado em um lugar assim. Se o delegado não tiver muito cuidado pode acabar interpretando esses sinais de nervosismo como indicadores da mentira.

É por esse motivo que sou contrário a dicas superficiais que tanto me pedem em entrevistas. 
A interpretação do comportamento não verbal deve ser feita no contexto em que a observação ocorre e não há um único e definitivo sinal da mentira.

Além disso é necessário tempo para desenvolver as habilidades de observação necessárias a interpretações acuradas. É necessário, ainda, saber trabalhar com hipóteses plausíveis, evitando erros primários como achar que pessoas estão nervosas por estarem encolhidas em um local que estava frio.

Sob esse ponto de vista, assistir a série Lie to Me não ajuda muito, pois seu objetivo é ENTRETER, não tem qualquer viés pedagógico e muito menos se propõe a mostrar o rigor científico.

Como último exemplo, cito a carga horária de nossos cursos que têm 60 horas das quais 52 são de exercícios que foram preparados para desenvolver habilidades para a observações e seleção de indicadores relevantes.

Não dá para aprender e desenvolver esse tipo de competência da noite para o dia e muito menos a partir da leitura de livros de auto-ajuda.

Apenas assistir a série, portanto, não é suficiente para capacitar alguém a identificar corretamente os sinais da mentira.

No entanto, vi algumas questões em relação a esse estudo que desejo compartilhar com nossos leitores:

 

  • Percebi uma intenção velada em desqualificar as técnicas de interpretação do comportamento não verbal;
  • O estudo foi realizado apenas com estudantes de graduação, o que por si só já constitui um viés;
  • Não foi levantada a experiência anterior dos sujeitos com a detecção da mentira, pois os norte-americanos são muito interessados nesse assunto;
  • Os sujeitos da pesquisa viram apenas um episódio da série;
  • Não se levantou o acesso dos participantes a outros materiais sobre detecção de mentira (incluindo conhecimento de baixa qualidade, de auto-ajuda e do senso comum como coçar o nariz, por exemplo), que podem causar distorções no julgamento dos sujeitos. 

 

Para concluir, quero expressar a minha opinião de que as técnicas de detecção de mentiras baseadas na observação do comportamento não verbal são válidas e confiáveis desde que:

1. Não se considerem indicadores isolados e descontextualizados;

2. Sirvam como método auxiliar no contexto da observação do comportamento verbal e de outros indicadores temporais (quando ocorreu) e espaciais (onde ocorreu);

3. Sejam contextualizadas em relação ao ambiente em que o comportamento foi observado (por exemplo, encolher-se por causa do frio, não por causa do nervosismo);

4. Que se tomem os devidos cuidados éticos e legais antes de acusar alguém de estar mentindo.

 

Diante desse estudo e da reflexão que trazemos sobre a mentira, sobre a sua detecção e sobre os possíveis prejuízos que podem causar aos relacionamentos humanos, o que você pensa sobre esse assunto?

 

Encerramos com essa pergunta e gostaríamos que deixasse seus comentários sobre tão controverso assunto. 

 

Referências:

Levine, T. R., Serota, K. B., & Shulman, H. C. (2010). The impact of Lie to Me on viewers’ actual ability to detect deception. Communication Research, 37, 847-856.

Marsh, E. J., & Fazio, L. K. (2006). Learning errors from fiction: Difficulties in reducing reliance on fictional stories. Memory & Cognition, 34, 1140-1149.

Senna, Sérgio. “Mentiras sinceras nos interessam?”; ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/a-mentira/mentiras-sinceras-nos-interessam/. Acessado em 12/02/2012. 

E você? O que pensa sobre isso? Deixe-nos o seu comentário!

Um abraço e prossiga acompanhando as nossas matérias

Sergio Senna


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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

PIRES, Sergio Fernandes Senna. Identificamos melhor a mentira assistindo Lie to Me?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/identificamos-melhor-a-mentira-assistindo-lie-to-me/> . Acesso em 2 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Pires, Sergio Fernandes Senna. (2012). Identificamos melhor a mentira assistindo Lie to Me?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 2 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/identificamos-melhor-a-mentira-assistindo-lie-to-me/.

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Sergio Senna
Psicólogo, doutor em psicologia (UnB), possui diversas especializações na área de educação, segurança e políticas públicas. Tem larga experiência acadêmica e profissional na interpretação da linguagem corporal, presta assessoria institucional no Congresso Nacional e desenvolve trabalhos acadêmicos nas temáticas da análise da mentira e da linguagem corporal. Veja o currículo completo aqui!
Sergio Senna

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39 Comments

  1. Claro que ninguém vai ficar perito em mentiras vendo as séries, porém sim há técnicas comprovados e pesquisadas no roteiro, afinal quem quiser ficar perito faz seu curso neh?! Entendi kkkk

    • Obrigado por participar Rafael.
      Pode parecer óbvio, mas de fato não é….. Para muitas pessoas é possível sim aprender técnicas vendo um seriado. Para alertar sobre isso que escrevi esse artigo.

  2. Bom dia! Estou acompanhando o seriado Lie To Me e gosto muito. Descobri que também sou atraído pelas expressões corporais. Concordo com você que as pessoas podem se sentirem constrangidas quando passam por depoimentos policiais, entrevistas de emprego, etc… Devido a isso, pessoas com baixa estima, tímidas, medo de serem apontadas de algo que não fizeram, podem sim gerar desconforto e provocar reações comprometedoras, um exemplo: (uma pessoa que não fala em público, o que irá acontecer com ela caso precise). Porém acredito que as técnicas apresentadas na série quando são utilizadas de forma com que a pessoa não se sinta pressionada e em ambiente confortável, poderia ter um acerto de 100%. Ainda não fiz o teste com alguém, pois ainda tenho que aprender sobre as expressões corporais e as peguntas certas a fazer.

    Um Abraço
    Gian

  3. estou começando a estudar agora, reunindo vários artigos que eu possa recorrer quando sentir alguma duvida, moro em Belo horizonte – MG
    existe algum curso em BH?

    tenho muito interesse em comunicação não verbal!

    • Prezado Talles obrigado pelo seu comentário. Aproveite que no Portal IBRALC você tem acesso a muitos artigos sobre linguagem corporal escritos sem informação questionável ou se suporte científico.

      Nossa agenda de cursos se desenvolve somente em Brasília e São Paulo.

      Um abraço
      Sergio Senna

    • Prezado Thalles, saudações. Fico feliz em saber do seu interesse sobre o tema.

      Realizamos um curso em BH. Antes de abrirmos a turma, fizemos uma prospecção na qual 60 pessoas confirmaram o interesse em realizar o curso. Nessa prospecção já havia a definição da data e do preço do curso.
      Diante desse cenário, abrimos a turma e assumimos o compromisso de viagem, hospedagem e do aluguel da sala de aula.

      Ao final, apenas três alunos dos sessenta que manifestaram interesse, já sabendo a data e o preço, efetivaram a inscrição.

      Mantendo o compromisso IBRALC de não cancelar turmas e também de não fazer inscrições sem que o curso esteja confirmado, mantivemos o compromisso assumido com esses três alunos e realizamos o curso.

      Entretanto, não temos planos de voltar a ministrar cursos em BH. Turmas somente no DF e em SP.

      Um abraço
      Sergio Senna

  4. Aprendi poucas coisas pela série, como a identificar certos padrões de movimentos da pessoa, e a diferenciar manipuladores e ilustradores, mas o que mais ficou claro eh que mesmo com muito estudo vc nunca saberá o porque da mentira, se ela existir é claro. Então pelo menos no meu caso não arrisco tudo na leitura da linguagem não verbal numa conversa.

  5. A acessibilidade é relativa Sergio. Varia de conteúdo e a proporção do mesmo. Estudo Neurociência aplicada e tive acesso gratuito a muitas publicações que foram e ainda são essenciais para o desenvolvimento do material, o qual estou desenvolvendo. De qualquer forma, acompanho as publicações de vocês e a facilidade e disponibilidade de conteúdo é bem interessante, além de fortalecer o interesse do publico nos cursos de vocês. Muito bom, parabéns.

  6. Depois de acompanhar os artigos no IBRALC e do curso Desvendando a Face, ao assistir a série novamente, algumas coisas apresentadas são até engraçadas, da tamanha falta de lógica.. (após eu ter tido contato mais científico com o assunto).

  7. Olá Jonathan, considere que a série é apenas “inspirada” no trabalho de Ekman. Tem muitas coisas ali que não têm a mínima relação com a produção dele.

    Isso ocorre porque a série não tem o propósito de ser pedagógica. É um entretenimento, nada mais do que isso.

  8. Acho que serve como um ” coadjuvante ” para o aprendizado. A série te da uma ideia superficial do tema e um estudo mais visceral para o ” domínio ” do assunto, obvio é necessário.

  9. Se a série “Lie to Me” é inspirada em Paul Ekman que é um pioneiro na área. A culpa não seria do perfil destes telespectadores e o que eles fazem com este conhecimento?!

    Eu vejo filmes e seriados desde que eu era pequeno, cujos quais acredito que a grande maioria contenham muitas lutas corpo a corpo, porém nunca aprendi a lutar.
    Se por outro lado, eu estudasse lutas, poderia identificar em um filme ou outro, “como”, “quando” e “por que” uma certa manobra seria viável.

  10. Ou seja, lembrem-se destes dois princípios durante sua análise, não tire conclusões precipitadas como na série Lie to Me.

  11. Já Dr. Sergio, no artigo indicado, cita “É aplicação do princípio da Equifinalidade, segundo o qual você pode observar o mesmo resultado que foi causado por razões diferentes. Normalmente, os sinais interpretados como mentira são manifestações de nervosismo e desconforto (que podem ocorrer por outros motivos).

    Uma pessoa pode ficar nervosa em um depoimento na delegacia de polícia, simplesmente por nunca ter entrado em um lugar assim. Se o delegado não tiver muito cuidado pode acabar interpretando esses sinais de nervosismo como indicadores da mentira.”

  12. “A possibilidade de definir as trajatórias evolutivas não responde a um princípio determinista em que causa e efeito são estabelecidos a priori. Pelo contrário: o desenvolvimento é regulamentado pelos princípios de equifinalidade e multifinalidade. De acordo com o primeiro, um problema característico de determinada idade pode ser precedido por trajetórias muito diferentes entre si. Um estilo educacional baseado na coerção ou os sintomas de desatenção e/ou hiperatividade/impulsividade podem estar associados de maneira diferente ao desenvolvimento de um distúrbio de comportamento na idade escolar. Segundo o princípio da multifinalidade, a vivência de um indivíduo teria a possibilidade de acarretar várias trajetórias evolutivas. Distúrbios de comportamento na escola, por exemplo, podem estar associados a comportamentos antissociais e ao alcoolismo na adolescência.”

  13. Fiquei dias sem ver o site, e já estava sentindo falta de ler os artigos. Tive que ser isolado da sociedade e equipamentos, pois contraí a gripe A. rs.
    Enfim, é um ótimo artigo, confesso que não conhecia a série Lie To Me até pouco tempo atrás, assisti alguns episódios e realmente é muito interessante. Porém creio que a atração sirva de maneira mais útil a instigar o telespectador a procurar estudos mais profundos e concretos sobre o assunto, do que tentar criar um especialista em análise de linguagem corporal apenas vendo os episódios.
    Lendo alguns comentários escritos nessa página, notei que algumas das conclusões dos autores do artigo ”The impact of Lie to Me on viewers’ atctual Ability to detect deception” são verdadeiras, pois foram refletidas em algumas opiniões acima, não vou citar nomes pra não gerar confusão.

    Obrigado, Dr. Sergio Senna e Edinaldo Oliveira, pelos seus artigos, aprendo cada dia mais.

    Att.

    • Olá Rogério!!

      Realmente senti falta de seus comentários aqui no portal…vi que a gripe está pegando em algumas regiões do sul, se cuide, com saúde não se brinca…

      Esse artigo é muito interessante para lembrar do fato de que a série não tornará ninguém especialista no assunto (olha que já vi muita gente falando que ia “aprender tudo” assistindo a série, daí sempre alerto que isto é bem improvável, pois esta área requer uma dedicação bem maior e mais profunda, como você pode notar com suas leituras aqui no portal.

      Depois de ter aprofundado um pouco mais no assunto, percebo em muitos episódios muitas “ingenuidades técnicas”, além de uma mistureba com PNL (que é um assunto gerador de debates).

      Sobre PNL, recomendo: http://ibralc.com.br/web-destaque/entenda-programacao-neurolinguistica/

      Continue assim, você está no caminho certo…

      Abraço,

      Edinaldo Oliveira

  14. Concordo com você Sérgio, foi algo que percebi logo de cara. Eu me interessei em aprender, pesquisei um livro confiável e comprei. A série ajuda muito é aprender interpretar esses sinais dentro de contextos, mas não explica muito bem os sinais. Se quiser aprender o básico é ler algum livro. Caso queria aprender mais é fazer algum curso.

    • Prezado Matthaeus, obrigado pelo seu comentário.

      Escrevi esse artigo, pois muitos dos meus alunos achavam que assistir os episódios do seriado era suficiente para aprender.

      Depois das aulas, aprendendo muitos detalhes e uma série de técnicas, eles percebiam que precisavam de mais explicações e que o apresentado no seriado nem sempre era claro.

      Eu sempre os aconselhei a não ficarem decepcionados, pois uma série de televisão tem por objetivo entreter, seu propósito principal não é ensinar as técnicas de análise do comportamento não verbal.

      Fico feliz que tenha apreciado a postagem.

      Siga acompanhando nossas matérias e participando dos nossos debates.

      um abraço
      Sergio Senna

  15. Não gostei dessa matéria.Muitas pessoas não sabem realmente ver os detalhes da serie e não conseguem aplicar no dia-a-dia, mas para as pessoas que conseguem ( como eu ) percebem muitas coisas vendo as expressões. Resumindo o seriado e bom para as pessoas que são mais aptas a conseguir ver esses detalhes os burros pensam que conseguem e fazem leituras erradas.

    • Prezado João,

      Primeiramente sempre é bom ler opiniões divergentes, pois as mesmas podem trazer nova luz ao assunto debatido, entretanto, não precisamos utilizar um tom mais agressivo, afinal, estamos todos aqui para debater.

      Quanto à sua indagação, encontro um problema: A série, apesar de tentar trazer um pouco de didática, peca em alguns pontos (inclusive já encontramos diversos erros nas explicações dadas pela série, inclusive, o último artigo nosso trata um destes erros: “Realmente contamos 3 mentiras a cada 10 minutos?” -> http://ibralc.com.br/a-mentira/realmente-contamos-3-mentiras-a-cada-10-minutos/

      Ou seja, devemos ter cuidado com o que é repassado no seriado, nem tudo é verdade.

      Siga nos acompanhando.

      Abraço,

      Edinaldo

  16. Olá Sérgio, gostei muito do artigo, aliás você já havia esclarecido um pouco o assunto na nossa palestra online, onde algumas pessoas também estavam em dúvida. Espero que possamos nos ver em breve no curso em Rio de Janeiro. Obrigada
    Abraços

    • Olá Angélia,

      Que bom que gostou….continue nos acompanhando e sempre deixe seus comentários, dúvidas e sugestões.

      Abraço,

      Edinaldo

  17. Verdade. Eu li a pergunta novamente e não me atentei ao “Apenas assistir ao seriado Lie to Me é o suficiente para aprender…”. Jamais será o suficiente para aprender, mas podemos considera-lo como um influenciador, um comeco. Todo conhecimento prévio é de ajuda. Aprender Linguagem não verbal requer prática e conhecimento técnico, observando o contexto.

  18. Já eu acho que não. Na minha opinião a pessoa teria que estudar e se aprofundar melhor no assunto. Pois quem assiste “Lie to Me” como eu fica mais criterioso, que pode chegar ao ponto de achar que alguem esta mentindo só pelos pontos quentes que o rosto dessa pessoa mostra, mas pode aver outros motivos pelo o qual a pessoa pode esta com uma determinada expressão ou mesmo uma postura do corpo.

  19. Acho que meu comentário não ficou salvo.. 🙁

    Eu acredito que sim… O seriado, para quem souber perceber e absorver corretamente, não ajuda somente com “sinais de referência”… influência a gente o observar mais as expressões das pessoas.

    • Charles,

      Nos últimos artigos que tenho escrito, tenho colocado as referências bibliográficas lá, é um bom começo. Não se atenha apenas aos livros, artigos acadêmicos são grandes fontes.

      Deixo apenas uma dica de leitura: The Hidden Dimension/Dimensão Oculta – Edward T. Hall

      Abraço,

      Edinaldo

  20. Olá Sergio primeiramente quero dizer que respeito muito seu trabalho tenho muito respeito pelo profissional que você é.
    Infelizmente pessoas [como as que você se refere] assim sempre vão surgir pelo caminho, gostei muito deste post, muito interessante e esclarecedor, tenho mais uma pergunta para você, livros sobre o tema como o livro ” linguagem das emoções ” do Dr. Paul Ekman ” Mentira um rosto de muitas faces ” de Wanderson Castilho, ou ” Telling Lies ” também do Dr. Paul Ekman, o programa de treinamento de micro-expressões faciais, ajudam para o desenvolcimento dessas tecnicas? Peço sua orientação pretendo sim fazer os cursos ministrados por você, obrigado pela antenção e mais uma vez parabéns pelo profissionalismo.

    • Charles,

      Vejo que você está se interessando bastante pelo assunto…seus comentários só aumentam aqui no portal, e isso é muito bom!

      Eu pude ver alguns dos alunos do Dr. Sérgio “em ação” após o curso (a maioria já tinha feito os exercicios online – em complemento ao curso presencial), e vou te dizer: os caras estavam feras!! Acertando quase todas, o debate estava em um nível muito bom…

      Dos livros que você citou, vale sim a leitura dos de autoria do Dr. Ekman, mas não tome tudo como verdade…eles serão proveitosos para seu inicio de estudos nesta área. As razões do que falei, estão descritas em diversos artigos do portal.

      Quando iniciei na área, foi graças ao seriado Lie to me, e a este livro do Ekman (Linguagem das emoções), mas com o tempo e MUITO estudo, vamos encontrando outros autores pelo meio do caminho, alguns bons e outros nem tanto. Fica a dica: PROCURE SEMPRE LITERATURA ACADÊMICA, FUJA DE LIVROS DE AUTO-AJUDA OU QUE FORNEÇAM DICAS E PROMESSAS DE TORNAR VOCÊ UM DETECTOR DE MENTIRA.

      Ultimamente tenho dividido minhas linhas de estudos:

      1. Linha acadêmica: onde pesquiso sobre a literatura existente sobre o assunto;
      2. Desvendando a face: estudo exclusivo sobre as micro-expressões faciais.

      Por isso recomendo você fazer o curso e ler muito… (farei o curso esse ano).

      Abraço e continue com sua presença firme no portal.

      Edinaldo

  21. Olá Edinaldo, concordo com você.

    Cada estudo, independentemente da sua intenção velada, traz reflexões interessantes e que podem ser redirecionadas. Foi isso que tentei fazer.

    Para mim, ficou claro que a metodologia do estudo não foi suficientemente elaborada para realmente chegar ao fundo desta questão.

    No entanto, assim como na política, depois que você desqualifica uma pessoa, fica mais difícil argumentar. Ocorre com as pessoas, pode ocorrer com um conjunto de técnicas.

    Penso que esse estudo foi realizado pelos pesquisadores que têm “bronca” dos picaretas que ensinam receitas de bolo em comunicação não verbal. Eu também tenho, pela irresponsabilidade dessas pessoas que ensinam algo que não entendem com a profundidade necessária.

    No entanto, a raiva não adianta muito, pois traz reações desproporcionais e que podem não ser produtivas para o esclarecimento das pessoas.

    Ao invés de reagir com raiva, eu resolvi promover a informação das pessoas.

    Obrigado pelo seu comentário e seguimos em frente!
    Saudações
    Sergio Senna

  22. Dr. Sergio,

    Apesar de possíveis falhas na pesquisa, o estudo trouxe algo importante: que o estudo da linguagem não verbal deve ser sério, e não apenas composto por “dicas”…fica o aviso!

    Artigo simples, direto e deixando claro o recado!!

    Abraço,

    Edinaldo

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