No jogo da conquista, não confundam as emoções!

No jogo da conquista, não confundam as emoções!

Após receber alguns questionamentos e leitura de textos na Internet e livros, observamos uma grande confusão no que se refere ao assunto linguagem não verbal e técnicas de sedução ou prática para a conquista do sexo oposto, como prefiram chamar.

É um tema comumente pregado pelos ditos “profissionais” do estudo da linguagem não verbal, facilmente encontramos diversos livros sobre o tema, bem como milhares de sites vendendo “soluções de conquistas”, e acreditem, com 100%  (cem por cento) de garantia. Estas técnicas realmente funcionam? E ainda, existem estudos científicos que comprovem tais técnicas?conquista-casal

O que chama ainda mais a atenção é o suporte dado pela mídia para o assunto. Como exemplo, podemos citar um filme bastante conhecido, que tem como ator principal Will Smith: “Hitch – Conselheiro Amoroso”.

O filme inicia com uma introdução sobre alguns “fundamentos” do jogo do amor, e antes de se alongar um pouco, já comete um erro bastante comum: Diz, entre outras coisas, que 90% da comunicação é totalmente não verbal. Para entender melhor onde ocorreu tal erro, recomendo a leitura do artigo de autoria do Dr. Sérgio Senna – “93% da comunicação é mesmo não verbal?

conquista-filme

 

No decorrer do filme, Will Smith em seu personagem, Alex Hitch, interpreta um “conselheiro amoroso”. O papel dele é ajudar os homens a terem sucesso com as mulheres por quem estão apaixonados.

 

Devemos no entanto perceber que tais “instrumentos de conquistas” não existem, pois reflita por um instante: As mesmas técnicas (sem nenhum tipo de adaptação) irão funcionar para todos que a utilizarem? Utilizadores e “vítimas” são todos iguais? Sabemos que seres humanos possuem personalidades e pensamentos distintos, assim, a resposta é NÃO!

Evidentemente que o aumento da percepção da comunicação não verbal, através de estudos científicos e treinamentos feitos de forma correta, irão possibilitar uma maior chance de interagir e entender as emoções envolvidas em um grupo ou em determinada pessoa.

 

Pesquisas na área

Existem pesquisas científicas sérias sobre a atratividade do ser humano através da face, mas que nada possuem em comum com algumas pesquisas citadas em livros intitulados de “auto-ajuda”. Como exemplo cito dois laboratórios que estudam, dentre outras áreas, a atratividade a partir da face:

1. O FEELAB, localizado em Porto, Portugal, na Universidade Fernando Pessoa, liderado pelo Dr. Freitas-Magalhães, onde ocorrem diversos estudos sobre o efeito do sorriso, e como o mesmo auxilia na interação entre as pessoas;
2. O “The Perception Lab“, liderado pelo Dr. David Perrett, que possue uma pesquisa bastante interessante sobre atratividade (atratividade e expressão emocional) e outra sobre como a assimetria da face é percebida pelo próximo.

conquista-encontroRecomendo a leitura do artigo “A Ciência da Atração: por que você acha um rosto bonito?“, o qual complementará o que foi citado acerca das pesquisas relacionadas à atração

O que demonstramos com as pesquisas citadas, é o abismo que há entre a ciência real e o que é proliferado em livros de auto-ajuda. Portanto, muito cuidado com as “comprovações científicas” de tais livros.

Não se engane com “fórmulas mágicas”, pois a sociologia, psicologia, antropologia, entre outras de igual teor, NÃO são ciências exatas, logo, como pode alguém prometer 100% (cem por cento) de garantia nas técnicas de conquistas, utilizando a linguagem não verbal?? Muito cuidado!!

Em entrevista ao Los Angeles Times, sobre o livro “In Your Face: The New Science of Human Attraction” (Palgrave Macmillan, 2010), de autoria do Dr.Perrett, o mesmo discorre acerca da simetria facial como componente da atratividade, e ainda, complementa que além da simetria, podemos tornar rostos femininos mais atraentes, ampliando sua feminilidade através de recursos computacionais.

Por exemplo, você pode fazer muitas mudanças estruturais – uma face com queixo e sobrancelha mais proeminentes, nariz e olhos maiores, são menos atrativas/femininas – do que proporções menores de tais “componentes” da face. Já em rostos masculinos, o autor explica, que também podemos torná-los mais masculinos (ampliando “componentes” que reforcem a resistência e a força), mas que nem todas as mulheres concordam no aumento da atração após estas alterações.

[…]One rule is symmetry — it does make faces more attractive. But it’s a small factor. Another rule is averageness. That may seem contradictory, but we like to choose things that are familiar to us.

Another rule applies to female faces: You can make them more attractive [in computer models] by making them more feminine. For instance, you can make lots of structural changes — taking a broader chin and more prominent eyebrow bones and changing them to a smaller chin and a less prominent eyebrow bones. You can also create a smaller nose and larger eyes. In male faces, you can make them more rugged or masculine, but not all women will agree that the increased masculinity is more attractive.[…] – Dr.Perrett

Segundo Freitas-Magalhães, “aparentemente as faces são todas iguais. Só aparentemente. Não há uma face igual à outra quer em termos de diâmetro quer em termos de movimentos[…]As mulheres sentem-se mais atraídas por faces exibindo emoções positivas nos homens do que nas mulheres, independentemente da idade, enquanto que os homens sentem-se mais atraídos por emoções negativas sem distinção de gênero.”

Já o Professor Keith Kendrick, amplia em seu artigo/palestra “Addicted to love, beauty or sex?”, outros fatores para a atração, como o cheiro, o toque, experiências passadas, voz, etc. Entretanto, de forma alguma negando os componentes citados anteriormente, pois o mesmo percebeu em uma experiência, o aumento da atratividade pelo olhar: (Outra maneira de aumentar a probabilidade de atração é a olhar profundamente olhos um do outro por vários minutos[…]O uso de beladona pelas mulheres para […] fazer os seus olhos parecem maiores é um bom exemplo de como isso pode ser usado com grande efeito!)

 “The other way to boost the likelihood of attraction is to stare deep into one another’s eyes for several minutes[…]The use of belladonna by women to widen their pupils and make their eyes seem bigger is a good example of how this can be used to great effect!” – Professor Keith

O grande diferencial do professor Keith, é perceber que a simetria/expressão facial e componentes de expressão corporal, são partes do conjunto, e não o todo. Devemos levar em conta também, como citado anteriormente, a carga de experiências de vida trazidas pelo outro, e mais, a herança biológica, ou seja, a carga ontogenética e filogenética.

O artigo e palestra podem ser vistos clicando na imagem abaixo:

Addicted to love, beauty or sex?

Percepção das emoções alheias

O que pode-se fazer, com um aprimoramento da linguagem não verbal, é perceber alguns indicativos. Por exemplo:

1.  Determinada pessoa está se sentindo agradável ou não com a distância que estamos dela – e o que isto pode significar (uma pessoa geralmente evita muita proximidade dos outros, mas, em sua presença, essa proximidade aumenta, percebendo essa diferença no comportamento do outro, podemos ligar um “alerta”);

2. Perceber se esta pessoa não pretende encerrar o assunto, se determinada conversa agrada ou desagrada, etc;

3. Em um primeiro contato visual com alguém, percebemos um sorriso (ou uma microexpressão de sorriso), pois este tende a ser revelador das intenções alheias. Então, entre abordar alguém que lhe sorri e outra que não sorri, qual das duas você escolheria?

Apenas com alguns exemplos, observe que não utilizamos nenhuma “técnica”, e sim, ampliamos a percepção das pessoas que nos cercam, entendendo um pouco suas intenções.

conquista-crianças

Conforme já citado exaustivamente, a linguagem não verbal facilita a interação com um grupo ou pessoa, conforme demonstrado no último exemplo, então, porque acreditar em técnicas de conquistas se podemos ter um “diferencial” em relação aos demais, apenas percebendo melhor as oportunidades que nos rodeiam?

Investindo na  melhoria da percepção, e não no aprendizado de técnicas, podemos entender melhor o que se passa com quem nos relacionamos diariamente, sejam colegas de trabalho, familiares, amigos, filhos, esposa, namorada, etc, podendo anteceder possíveis conflitos ou entender melhor determinadas frustrações, tarefa difícil (diria até impossível) utilizando tais técnicas de sedução.

Queremos que percebam, após entenderem a amplitude da ciência que estuda a linguagem não verbal, que tais técnicas mostram-se  limitadas e sem qualquer suporte científico mais sério.

Lembramos que uma mudança de postura, entonação de voz, frases feitas e outros artifícios, não leva a nenhum tipo de contrução mais sólida, em algum momento este tipo de atitude não se sustentará, pois vai contra sua personalidade. Fazendo uma analogia extremamente simplista, seria como ter um carro de luxo sem poder arcar com os seus devidos custos: em um dado momento a farsa vem à tona.

E o mais interessante: após algumas situações de fracasso no decorrer do filme, no final -sem maiores detalhes para não estragar a surpresa-, o consultor Alex Hitch percebe a fragilidade do uso de suas técnicas, e aprende -da maneira mais díficil-, a dar uma nova interpretação aos seus conceitos e teorias neste “jogo da conquista”. Então, não utilize artíficios, seja você mesmo, apenas invista num entendimento melhor da linguagem não verbal.

 

Referências:

 

Senna, Sérgio. “93% da comunicação é mesmo não verbal?”; ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/comunicacao-nao-verbal/93-comunicacao-nao-verbal/. Acessado em 03/01/2012

Laboratório da Expressão Facial da Emoção. Disponível em: http://feelab2010.blogspot.com/. Acessado em 09/01/2012

The Perception Lab. Disponível em: http://www.perceptionlab.com/index.html . Acessado em 09/01/2012

The Perception Lab. “Project: Perception of Faces”. Disponível em: http://www.perceptionlab.com/expt/Milena/RATINGS_ATTRACTIVENESS/test.php . Acessado em 09/01/2012

The Perception Lab. “Discover which side of your brain processes faces”. Disponível em: http://www.perceptionlab.com/WEBPAGE/Transforms/hemispheric/test_1.html . Acessado em 09/01/2012

Senna, Sérgio. “O que é Comunicação Não Verbal?”; ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/comunicacao-nao-verbal/comunicao/. Acessado em 03/01/2012

Senna, Sérgio. “Como a comunicação não verbal influencia o que falamos?”; ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/linguagem-corporal-comunicacao-nao-verbal/como-comunicacao-nao-verbal-influencia-falamos/. Acessado em 03/01/2012

Senna, Sérgio. “A Ciência da Atração: por que você acha um rosto bonito?”;ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/aparencia-fisica/rosto-bonito/. Acessado em 04/01/2012

Senna, Sérgio. “Que perspectiva de ser humano embasa nossos artigos?”;ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/sf/valores/que-perspectiva-de-ser-humano-embasa-nossos-artigos/. Acessado em 04/01/2012

Senna, Sérgio. “Como perceber o desconforto no abraço?”;ibralc.com – IBRALC. Disponível em: http://ibralc.com.br/proxemica/desconforto-no-abraco/. Acessado em 04/01/2012

MENDES, Maria Eugénia Rodrigues. “Efeito do sorriso na atribuição de competências aos profissionais de saúde”, 2008. Disponível em: https://bibliotecadigital.ipb.pt/handle/10198/2672 . Acessado em 13/01/2012

MELO VASCONCELOS, Catarina Geraldes. “O sorriso do cliente em terapia”, 2008/2009. Disponível em: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/2187 . Acessado em 13/01/2012

Perrett, David. “What makes us attractive — or not?”; Los Angeles Times. Disponível em: http://articles.latimes.com/2010/dec/10/science/la-sci-interview-david-perrett-20101211. Acessado em 31/01/2012

Kendrick, Keith. “Addicted to love, beauty or sex?”;Gresham College. Disponível em: http://www.gresham.ac.uk/lectures-and-events/addicted-to-love-beauty-or-sex . Acessado em 31/01/2012

Freitas, Magalhães. (2011). O Código de Ekman: o cérebro, a face e a emoção. Portugal/Porto: Edições Universidade Fernando Pessoa.

 

E você? O que pensa sobre isso? Deixe-nos o seu comentário!

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Edinaldo Oliveira

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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

JUNIOR, Edinaldo Oliveira. No jogo da conquista, não confundam as emoções!. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/no-jogo-da-conquista-nao-confudam-as-emocoes/> . Acesso em 2 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Junior, Edinaldo Oliveira. (2012). No jogo da conquista, não confundam as emoções!. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 2 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/no-jogo-da-conquista-nao-confudam-as-emocoes/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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10 Comments

  1. Caro Edinaldo, parabéns pelo artigo.
    Concordo com alguns pontos e discordo de outros, os quais compartilho para dialogarmos um pouco.
    Primeiramente não sei se o texto trouxe a essência que o título expôs. Concordo quando nos traz, de forma muito bem colocada, que devemos estar atentos ao que o outro quer dizer com cada gesto, olhar ou tom de voz, mas dizer que não há instrumentos de conquista é um pouco ousado ^^.
    Talvez as fontes, ou interpretações dela, estejam limitadas.

    As pessoas são diferentes, em muitos aspectos, tenho real certeza disso, assim existem aqueles que tem mais sucesso nas “conquistas” e outras que nem tanto. Percebi que aqui no site falam um pouco sobre PNL (se não muitos conceitos diretos ou indiretos) e esta linha teórica traz, em seu âmago, o conceito de modelagem de comportamento.
    Também concordo com o posicionamento que temos que ser nós mesmos, para que a relação posterior se sustente e, uma terapia (que é um conjunto de técnicas) ajudará enormemente. Mas, concordaria comigo se eu dissesse que uma pessoa tímida, desajeitada e sem graça teria mais sucesso em “conquistas” se se comportasse de maneira diferente, ou melhor adaptadas (modelasse alguém de sucesso)? (certamente, buscando se tornar o que mostra ser)
    A questão é como cada pessoa encara e objetiva uma relação, apenas fingindo sentimentos e formas de ser, teremos relações não verdadeiras e pouco duradouras, contudo se há possibilidade de se tornar aquele novo ser (seja qual for o método) certamente o sucesso tenderá a permanecer >tenderá<.
    Finalmente, a leitura de expressões não verbais, seja facial ou corporal, pode ser um instrumento usado para iniciar uma conversa (seja pelo assunto ou por identificar o momento mais adequado).
    Realmente um assunto fascinante, não é mesmo?

    Um abraço.

    • Olá Italys,

      Obrigado pelo elogio.. 🙂

      Primeiramente desculpa a demora em responder…

      Concordo em uma mudança mais estruturada, que pode se obter (ou não) através de psicoterapia, pois podemos entendemos melhor (ou não de novo rsrsrs) como é nossa relação (e reações) com tudo que nos rodeia, assim, dificilmente acredito que alguém extremamente tímido, possa com poucos meses de “treinamento” (ainda mais com PNL), se tornar um “pegador”, ele pode até expor isto, mostrando que a mudança funcionou, mas depois de algum tempo isto desabará, pois ele estará indo contra sua “própria natureza”. Ao invés de se tornar um “pegador”, super extrovertido, animador de torcida, etc (que seria justamente o oposto do que ele é hoje), por que não tentar entender as razões que o levam a ser mais introvertido, e explorar possibilidades de lidar de forma menos angustiante com estas emoções?? (isto se realmente levar o sujeito à angustia, o que as vezes nem acontece, e o mesmo percebe a situação com naturalidade e leveza). Isso é um longo processo na terapia, que pode levar anos…e hoje ninguém quer mais perder tempo, aí buscam os atalhos, que nem sempre dão certo ao meu ver.

      Temos que ter muito cuidado com o que prometemos e o que fazemos com nós mesmos em relação a mudanças profundas, fazendo um paralelo de forma extremamente simplista, veja o debate acerca da intitulada “cura gay”, prometendo tornar (ou curar como diziam), um homossexual…e porque ao invés de buscar uma cura, porque não explorar o que emocionalmente aflige (novamente, lembrando que nem sempre isto pode ser objeto de problema para a pessoa) o sujeito, e auxiliá-lo a lidar melhor com tantas emoções divergentes, aumentando assim seu suporte emocional para um melhor enfrentamento (que não deveria existir) por parte da sociedade?

      Observe que não é uma questão de ser “certo” ou “errado”, porque seria ruim ser “pouco ousado”, “tímido”, “desajeitado”, etc??? Não vejo isto como um problema ou defeito, é apenas parte da “personalidade” do sujeito, que pode (e é) apreciada por outros?

      Durante o processo de terapia, o sujeito poderá ir mudando sua visão de mundo, e algumas coisas que antes eram “terríveis” de se fazer (como uma palestra em público, trabalho em grupo, paquerar, etc), podem ir se tornando cada vez mais fáceis/naturais de serem feitos, e é durante este processo de mudança que vejo como a leitura corporal pode ajudar, dando dicas que podem auxiliar no rumo de uma possível paquera ou reunião, por exemplo.

      Abraço e siga acompanhando o portal!

      Edinaldo Oliveira

  2. Nunca acreditei numa fórmula exata para a conquista de uma pessoa, ou na melhora das nossas relações interpessoais, pois ao longo da vida percebemos que muitas coisas que agradam uma pessoa ou um grupo, podem não ter o mesmo efeito com outras pessoas. O que por si só coloca em ”xeque” muitas das teorias descritas em livros de auto-ajuda.
    No fim das contas percebemos que a nossa evolução positiva, nesse quesito, é aprimorada com a nossa própria vivência, pois percebemos que precisamos ter algumas atitudes com determinadas pessoas, em determinados lugares e em determinadas situações que não podem ser as mesmas em situações, locais e com pessoas diferentes.
    Um certo nível de conhecimento, aprofundado ou superficial na linguagem corporal, pode aumentar as probabilidades de sucesso ou fracasso em alguns momentos, ressalto até um exemplo interessante que acontece comigo, quanto mais sou cordial com pacientes mais eles são suscetíveis de seguirem bem as instruções que eu dou, o mesmo não acontece com outros funcionários que tem um tom mais agressivo de voz na hora de falar. São detalhes que poucos percebem, mas quanto mais me aprofundo nesses estudos consigo ver coisas que pros outros são sutis, mas vejo um abismo de diferenças e isso reflete na produtividade e na relação entre funcionários.

    Muito bom o artigo, Edinaldo!

    Abraços e até mais!

    • Olá Rogério,

      Que bom que gostou do artigo…realmente, como você falou, não existe receita de bolo, mas podemos sim, “adaptando” ao momento tirar alguma vantagem do conhecimento acerca da comunicação não verbal, pois no mínimo, temos uma percepção melhor do que alguém que se utiliza apenas da comunicação verbal.

      Abraço,

      Edinaldo

  3. Bom, existem muitos cursos e livros do jeito que você falou, que ensinam técnicas para homens que geralmente são tímidos e não conseguem nem mesmo se aproximar para inciar uma conversa, o que é algo totalmente ineficiente. Mas ainda existem os realistas, que realmente sabem o que estão fazendo, que mostrar que 100% de eficiência não existe, que durante a sedução você pode ser rejeitado por várias mulheres e terá que lidar com isso.
    O objetivo não deve ser “técnicas de sedução” e sim um treinamento social para ajudar superar timidez, incentivar mais situações sociais, cultivo da vida social e uso da linguagem corporal para perceber indicativos (inclusive o momento para um beijo).

    Na minha época de adolescente os garotos com dificuldade com garotas sempre eram ajudados pelos amigos. Hoje em dia é diferente. Quem tem esses problemas sociais geralmente é ridicularizado, humilhado, sofre bullying e não tem ajuda. Como resultado disso alguns tendem ao isolamento social, piorando ainda mais.
    Eis então a utilidade desses cursos, seminários, livros, coachings, consultorias sociais e afins.

    • Olá Matthaeus,

      Obrigado por seus comentários. Entretanto, como você colocou, termina que estes cursos, seminários, livros, etc..são no final das contas “autoajuda”, acredito que por esta razão a comunicação não verbal, aqui no Brasil, tenha tomado esse rumo (da autoajuda).

      Entendo as dificuldades citadas por você, mas acredito que o caminho para resolvê-las seja outro, como uma psicoterapia por exemplo, o que pode ajudar bastante alguém mais tímido.

      É isto, siga nos acompanhando.

      Abraço,

      Edinaldo Oliveira

    • Prezado Tiago,

      Muito obrigado pelo comentário e por nos visitar!

      Continue nos acompanhando, traremos muitas novidades em breve.

      Abraços,

      Edinaldo Oliveira

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