Nossa face seria realmente óbvia?

Nossa face seria realmente óbvia?

Decidi escrever mais este artigo, informal, para tirar outra dúvida que percebo bastante por parte das pessoas ainda “leigas” no assunto ao se deparar com os estudos relacionados as emoções: observar uma emoção básica pela expressão da face parece óbvio demais.

Este artigo pode ser encarado como uma continuidade de outro artigo, intitulado de “Como iniciar seus estudos na comunicação não verbal?“, de minha autoria.

Deixe-me explicar melhor: temos seis emoções básicas, conforme imagem abaixo.

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Onde (a) seria raiva, (b) Medo, (c) Aversão, (d) Surpresa, (e) Alegria e (f) Tristeza

Após demonstrar as imagens e dizer que podemos perceber as emoções justamente pelas expressões da face, e que estas seis emoções são básicas e comuns a todas as culturas – mesmo existindo divergências sobre tal universalidade – quase sempre surge o comentário: Mas olhando estas fotos é muito óbvio que tal expressão seja de medo ou outra de surpresa, qualquer um perceberia isto.

Realmente, encararmos uma foto estática é por demais óbvio até para “leigos” (que intuitivamente reconhecem uma expressão de medo, raiva ou alegria…afinal, ele é humano e interage socialmente, assim, não reconhecer tais faces seria um grave problema para sua socialização ou até sobrevivência).

O que desejo é que olhem a questão com um pouco mais de vontade, além daquele aparente sorriso aberto e declarado ou de uma aparente surpresa (sim, a surpresa verdadeira é mais difícil de perceber, observem que em fotografias, quando queremos aparentar que estamos surpresos, temos que ficar fazendo “caras e bocas” de forma quase estática, para que registremos tal emoção na fotografia).

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Para podermos avançar mais uma passo no real entendimento das emoções, temos que começar a perceber as nuances sutis e em quase flashs que nossa face realiza…agora pense: Você sabe reconhecer os músculos envolvidos em um sorriso sincero? Consegue perceber uma rápida aversão na face que é encoberta seguidamente por um sorriso? Ou perceber uma tristeza naquela pessoa que aparentemente esta feliz? Fazendo tais questionamentos, parece que o assunto não é tão mais simples como reconhecer as seis emoções estampadas nas fotos, e realmente não é!

Difundir este tipo de informação é de suma importância para a credibilidade dos estudos nesta área, ex-alunos dos cursos ministrados pelo IBRALC, quando se comprometem com o assunto, quase sempre relatam que começam a perceber situações que antes passavam “despercebidas”, demonstrando que perceber uma emoção pela face não é tão fácil como alguns alegam, e que precisamos de algum treino para melhorar tal percepção.

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Em um próximo artigo comentarei mais “pegadinhas” e dúvidas que geralmente aparecem, até lá, bons estudos!!

Até lá,

Edinaldo Oliveira 

 

Referência:

EKMAN, Paul. A linguagem das emoções. São Paulo: Leya, 2010.

 

Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

JUNIOR, Edinaldo Oliveira. [post-name]. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/nossa-face-seria-realmente-obvia/> . Acesso em [data-php].

Formato Documento Eletrônico (APA)

Junior, Edinaldo Oliveira. (2013). [post-name]. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em [data-php], de https://ibralc.com.br/nossa-face-seria-realmente-obvia/ .

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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

. Nossa face seria realmente óbvia?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/nossa-face-seria-realmente-obvia/> . Acesso em 4 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

. (). Nossa face seria realmente óbvia?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 4 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/nossa-face-seria-realmente-obvia/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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