Pepper e Eva: a revolução na compreensão das emoções

Pepper robo IBRALCRecentemente circularam algumas matérias sobre um robô chamado Pepper (saiba mais aqui), desenvolvido no Japão, cujo destaque é a capacidade de identificar e expressar as emoções humanas. Já Eva, neste caso, trata-se de um filme que demonstra o desenvolvimento computacional na simulação das emoções, implantadas em um humanoide, cujos resultados são bem interessantes, recomendo que assista o filme “Eva – Um Novo Começo“.

Gostaria de levantar questões sobre esta nova área da computação, trazendo alguns temas que provavelmente serão debatidos ao longo do desenvolvimento desta tecnologia.

Computadores simulando emoções não são novidades, desde o frio, metódico e calculista HAL (de “2001 uma odisseia no espaço”) ao simpático Sony (de “Eu, Robô), todos roubam a atenção com a capacidade de interação com os humanos, principalmente no que mais nos diferencia de outros seres vivos: nossa capacidade intelectual e as emoções (instáveis por vezes). Tudo bem, ainda estamos um tanto distantes da realidade apresentada nos filmes, mas já estamos trilhando a estrada faz algum tempo, afinal, lembram do enorme computador Deep Blue, de 1996 e 1997, jogando xadrez contra o incrível Garry Kasparov? Pois é, em 1997 o Deep Blue venceu a partida, e no primeiro ano não se saiu mal, e isso já tem 20 anos…de lá para cá muita coisa avançou.

Aqui mesmo no portal, em artigo de 2012, falamos sobre um projeto da Universidade Federal de Sergipe, sobre um software para reconhecimento das emoções em estudo a distância (EAD), e de outros dois: um na área de segurança e outro na área de compras online. Leiam o artigo “A tecnologia e as emoções“.

E ainda, lembram do famoso óculos da Google, o google glass? pois é, querem utilizar um software de reconhecimento das emoções de forma automática com ele, saibam mais no artigo “O Google Glass será capaz de interpretar nossas emoções?“, também aqui do portal.

Por último, deixo mais um artigo falando a respeito de máquinas instaladas em aeroportos, visando o aumento da segurança, justamente através da interpretação das emoções: “Segurança nos aeroportos e a comunicação não verbal


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Diante deste pequeno cenário, podemos levantar algumas questões: naturalmente, quais serão os próximos avanços? quais os limites da tecnologia na simulação e reconhecimento das emoções? e quais questões éticas terão que ser formuladas para o convívio com essa nova geração de emoções robotizadas?

Voltando para nosso colega Pepper, a rede de pizzaria da Pizza Hut vai utilizar o robô para fazer os pedidos e dar maiores informações sobre os produtos, de início, podemos pensar em algumas questões mais básicas: como será a nova dinâmica dos atuais funcionários com o o robô? alguns provavelmente vão gostar, outros nem tanto (talvez pensando em uma futura demissão? lembram que nos shoppings as máquinas agora emitem o ticket de entrada e o pagamento na saída?, pois é, muita gente perdeu emprego ali) e caso algum tipo de acidente aconteça no local, algo simples, como alguém tropeçar no robô e cair? pois não vou esperar que o robô comece a emitir palavrões no local de trabalho…será? provavelmente o local (a pizzaria no caso) será responsabilizada, mas e a empresa fabricante do robô, também será?

A situação acima é bem básica, mas a medida que a engenharia da computação e software avançam, teremos robôs cada vez mais especializados em compreender e expressar suas emoções, e devemos lembrar que nem todas as emoções são interessantes em todos os momentos: um pouco de raiva durante um prova física pode te impulsionar, fazendo esquecer as dores no corpo e focar no objetivo, mas a raiva não é tão boa quando estamos, por exemplo, fazendo uma cirurgia no paciente. Acredito que futuramente precisaremos de uma integração interdisciplinar, entre as áreas de exatas e saúde mental, para não criarmos robôs tão problemáticos emocionalmente (como nós?).

Durante o filme Eva – um novo começo, claramente as questões acima perturbavam o desenvolvedor do sistema responsável pelas emoções de Eva, que por vezes se tornou um perigo para o próprio criador, devemos então com o avanço pensar um pouco mais sobre tais questões, visto que, como no presente artigo, ainda temos mais questões do que respostas.

Até a próxima,

Edinaldo Oliveira


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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

JUNIOR, Edinaldo Oliveira. Pepper e Eva: a revolução na compreensão das emoções. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/pepper-e-eva-revolucao-na-compreensao-das-emocoes/> . Acesso em 3 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Junior, Edinaldo Oliveira. (2016). Pepper e Eva: a revolução na compreensão das emoções. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 3 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/pepper-e-eva-revolucao-na-compreensao-das-emocoes/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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