Prezado cliente, sinta-se em casa!

Prezado cliente, sinta-se em casa.

Stands de vendas se tornaram prática comum nos centros de compras, pelo fato de ter um menor custo (aluguel do espaço menor em relação ao de uma loja) e atender um público específico (venda de tv por assinatura, consórcio de carro/moto de uma determinada marca, ser um apoio para o cliente -como lojas de celulares, que realizam vendas e um suporte limitado localmente-, entre outras utilidades).

Entretanto, as empresas conseguem se destacar entre tantos concorrentes (observem que as vezes temos três stands no mesmo corredor e cliente-casa-sofaoferecendo o mesmo produto)? As empresas de publicidade, juntamente com os fornecedores de stands, estão preparadas para atender esta demanda de mercado?

Dando continuidade no artigo “Diz-me onde senta, e te direi quem és“, iremos perceber que a resposta é: NÃO!

Hoje fala-se muito em técnicas de atendimento, e como tais técnicas podem fazer os colaboradores da sua empresa venderem mais, mas gostaria de levantar um questionamento: apenas se utilizar de técnicas de linguagem corporal é suficiente para que o cliente se sinta mais confortável?

No próximo artigo, iremos abordar o uso exclusivo da linguagem corporal como mais uma ferramenta – independente do ambiente. Anteceder o que o cliente esta sentindo em relação à loja ou produto, poderá nos ajudar a evitar possíveis frustrações, fazendo com que o mesmo desista da compra.

Podemos fazer uma analogia muito simples: o atendente da empresa lhe oferece apoio em suas compras, destacando vantagens dos produtos, sendo cortês no atendimento, enfim, dando o melhor atendimento possível. Entretanto, a loja possui um espaço bastante restrito e não possui ar-condicionado, em uma tarde que faz 40 graus. Por melhor que fosse o atendimento, o ambiente não favorecia de forma alguma o vendedor.

Nossa proposta é expor esta nova visão do ambiente, e propor melhorias, tornando o local mais agradável, possibilitando assim maiores chances de sucesso na captação de cliente ou venda do produto.

Devemos lembrar que o ambiente também influencia o desempenho interno da empresa. Já percebemos stands de venda de consórcio de carro, em que os dois vendedores ficavam um de frente para o outro, cada qual na sua mesa, protegidos por uma enorme propaganda (entre as costas deles e o limite do stand) e duas mesas e duas cadeiras como barreira entre eles. Isso torna o ambiente propício ao trabalho em grupo? Veremos isso em artigo futuro.

Montando a casa.

Vejamos agora alguns exemplos de stands que foram montados com um ambiente não muito favorável:

Este aqui (Figura 1) fala sobre poluição, defendendo meios que possam agredir menos a natureza, e consequentemente poluir menos. Mas vejam onde ficou a bicicleta: atrás da mesa e de um móvel de apoio.

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FIGURA 2

E este stand (figura 2)? Observem o local destacado pela seta vermelha: supondo que as duas pessoas são clientes, a empresa não quer que eles entrem no local? Como vão vender se os clientes mal acessam o stand?

cliente-casa-stand-2

FIGURA 2

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Agora alguns exemplos de empresas que já se preocupam em propiciar um ambiente atrativo e confortável para o cliente:

No modelo abaixo (Figura 3), composto apenas de duas paredes, o que facilita muito o acesso, e que somado às mesas redondas como apoio, propicia um ambiente informal e convidadivo para o cliente, pois o mesmo não vê “barreiras” para acessar o local.

cliente-casa-stand-3FIGURA 3

Observe como este outro (figura 4) “convida” o cliente, com um ambiente aberto e mesas redondas, além do que, este stand demonstra claramente níveis dentro do ambiente, que pode ser observado pela sala reservada, através da delimitação de paredes e vidros no centro do stand. Podendo inclusive esta sala servir como status para clientes especiais, que podem em um primeiro nível, serem captados mais facilmente através do ambiente aberto.

 cliente-casa-stand-4FIGURA 4

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Assistam a publicidade elaborada pela empresa do vídeo, a mesma inova em criar um diálogo na campanha, demonstrando justamente a preocupação em desenvolver stands que propiciem a maior facilidade na interação entre o cliente e a empresa. No vídeo também podemos perceber que a maioria dos stands desenvolvidos são semelhantes aos demonstrados na figura 3 e 4, indicando que a empresa está ciente desta “percepção extra”.

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Independente do fabricante de stands, os publicitários precisam perceber a importância do estudo da linguagem não verbal nos trabalhos que desenvolvem, pois o desconhecimento de tal área pode implicar na falta de sucesso – ou até fracasso total – em suas campanhas, e como a palavra final no projeto geralmente recai sob sua responsabilidade (a aprovação de todas as atividades envolvidas na campanha – inclusive do modelo do stand), o mesmo deve estar preparado para corrigir eventuais erros na campanha.

Obviamente que se a empresa fabricante de stand já tiver esta percepção, estará à frente das concorrentes. Mas como foi dito, a responsabilidade é de quem aprova o modelo, que neste caso é o publicitário.

Logo, o ideal é unir a concepção de “ambiente agradável” para o cliente, aliada com uma linguagem corporal coerente com este ambiente – por parte dos colaboradores da empresa, os quais devem se apresentar de forma receptiva, além de tentar sempre anteceder os anseios dos clientes. Agora observe: sua loja é realmente agradável?

E você? O que pensa sobre isso? Deixe-nos o seu comentário!

Saudações e prossiga acompanhando os nossos artigos

Edinaldo Oliveira

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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

JUNIOR, Edinaldo Oliveira. Prezado cliente, sinta-se em casa!. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/sinta-se-em-casa/> . Acesso em 2 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Junior, Edinaldo Oliveira. (2012). Prezado cliente, sinta-se em casa!. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 2 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/sinta-se-em-casa/.

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Edinaldo Oliveira

Graduado em ADMINISTRAÇÃO - GESTÃO DE NEGÓCIOS pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Caruaru/PE (2005) e Pós-Graduado em Engenharia de Software pela mesma faculdade, em 2010, além de graduado em Gestão da Tecnologia da Informação, pela ESTÁCIO, em 2014. Diletante do campo da psicologia, com foco no estudo da comunicação não verbal, especialmente no que se refere as expressões faciais, e como esta ferramenta pode ser aplicada em diversas áreas, a saber: segurança, defesa, educação, vendas, nas organizações e na saúde. Além disto, é amante da astronomia, astrofotografia e fotografia.
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5 Comments

  1. Pois é Bruno nossas relações comerciais seriam muito melhores se todos prestássemos atenção em todas as dimensões da comunicação não verbal.

    No entanto, não é isso que ocorre. O ambiente acadêmico foi muito bem lembrado por você. Estudei a minha vida inteira e não estou seguro se a maior parte de minhas experiências como estudante foram positivas.

    Se quem estivesse conduzindo as atividades fosse mais atento à comunicação não verbal, muita coisa seria diferente.

    Um abraço

  2. Estava pensando sobre isso agora… e isso é válido não só para os ambientes comerciais, mas para os acadêmicos também. Lembrei de trabalhos técnicos que temos que fazer nas escolas ou faculdades, onde você tem de montar seu projeto ou apresentacão. Para que você tenha sucesso, é necessário mais do que somente um bom assunto, um bom projeto ou uma boa ideia… É necessário ser convidativo.

  3. Prezado Edinaldo, mais uma excelente colaboração para o Portal!

    Obrigado.

    Esse é um dos assuntos que mais diz respeito ao dia a dia de quem frequenta lojas e outros ambientes comerciais.

    É incrível como os espaços que frenquentamos podem ser muito inadequados para a realização de um bom negócio.

    Isso é muito prático e importante tanto para quem vende, quanto para quem compra.

    Tenho certeza que nossos leitores poderão colaborar com suas impressões e até com narrativas de casos curiosos sobre atendimentos comerciais e espaços inadequados.

    Vamos aos comentários pessoal!

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