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Este estudo analisa como padrões de violência emergem em sistemas sociais complexos, especialmente em contextos institucionais que envolvem jovens. A pesquisa argumenta que intervenções fragmentadas tendem a produzir efeitos limitados. A lacuna central está na ausência de abordagens que integrem complexidade social, cultura e participação juvenil na análise institucional da violência estrutural.

Pergunta central do estudo
Como redes sociais orientadas à participação juvenil podem contribuir para transformar padrões de violência em sistemas sociais complexos?
Ideia central do estudo
O estudo argumenta que a violência não pode ser compreendida apenas como comportamento individual ou evento isolado. Ela emerge de interações entre cultura, instituições e relações de poder. A construção de redes juvenis orientadas ao cuidado e à participação pode produzir mudanças culturais capazes de alterar padrões coletivos de violência ao longo do tempo.
Principais argumentos
• a violência emerge de interações entre normas culturais, relações de poder e decisões sociais
• sistemas sociais complexos apresentam causalidade não linear e padrões emergentes
• jovens podem atuar como agentes culturais capazes de transformar normas sociais
• redes distribuídas de cuidado ampliam a capacidade coletiva de prevenção da violência
• intervenções participativas podem produzir mudanças institucionais graduais
Relevância no Ecossistema IBRALC
Este estudo dialoga diretamente com as linhas de pesquisa do S-Lab | Laboratório de Arquitetura Legislativa:
• arquitetura legislativa
• análise institucional da violência
• governança da segurança pública
• sistemas sociais complexos
O laboratório investiga como instituições, regras e processos decisórios influenciam padrões coletivos de comportamento e organização social.
Implicações institucionais
A análise sugere que políticas públicas de enfrentamento da violência precisam considerar a complexidade institucional dos sistemas sociais. Intervenções centradas apenas em repressão ou assistência isolada tendem a produzir efeitos limitados. Estruturas institucionais capazes de integrar participação juvenil, aprendizagem institucional e coordenação intersetorial podem ampliar a capacidade de transformação cultural e redução da violência.
Referência do estudo
Pires, Sergio Fernandes Senna
Complexity, Care and Culture: Rethinking Violence and Participation through Youth-Centred Networks
2026
