O principal objetivo desse estudo é realizar uma breve exposição de argumentos sobre a necessidade imperiosa da articulação de medidas de enfrentamento à violência em, pelo menos, três eixos:
(1) educação e segurança;
(2) mudanças estruturais nas políticas públicas e garantias de direitos; e
(3) promoção da transformação cultural.
Nesse sentido, mostramos que não tem sido realizado um enfrentamento integral à violência. Argumentamos que a realização isolada de ações não vem surtindo efeito na redução da violência e nem se mostrado sustentável ao longo das décadas. Os projetos de promoção da paz são considerados românticos e ineficazes por considerável parte dos operadores de segurança.
Mostramos, também, que a oposição entre os defensores de cada um dos eixos propostos não colabora para o êxito das medidas e está na raiz do insucesso do enfrentamento à violência.
Apontamos que somente as soluções híbridas e articuladas poderão exercer algum impacto positivo, sendo necessárias medidas integradas de segurança, de políticas públicas, garantia de direitos e de transformação cultural, o que trará a tão desejada sustentabilidade para os projetos de enfrentamento à violência.
Nova definição de violência
Para tanto, propomos um novo olhar para a violência, definindo-a como as formas comportamentais de expressão que uma pessoa, grupo ou sistema cibernético utiliza na tentativa de impor, assimetricamente, as suas decisões sobre outros, à revelia das convenções sociais, da legislação ou de valores universais, causando algum tipo de dano individual ou coletivo.
Tal formulação apresenta a vantagem de trazer ao primeiro plano a responsabilidade das pessoas pelas suas decisões, pelo descontrole na expressão dos seus desejos e pela escolha equivocada das formas de manifestar as suas decisões sobre como impor a sua vontade aos demais.
Veja a integralidade do estudo:

