Em que áreas posso usar a Comunicação Não Verbal?

Em que áreas posso usar a Comunicação Não Verbal?

Por que aprender a reconhecer emoções pelas expressões faciais?

Afinal, para que serve isso?

A seguir vemos alguns exemplos da utilidade desse conhecimento em algumas áreas da nossa vida.

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Nas Relações Pessoais e na Família Muito do nosso tempo é investido nas relações pessoais e familiares. A qualidade de nossas relações com nossos filhos, por exemplo, pode atingir outros patamares se aprendermos a lidar com eles antes de terem que nos expressar que rompemos algum dos seus limites emocionais. Esse conhecimento pode ser útil, ainda, no reconhecimento de sinais de uso de drogas e de outras circunstâncias que preocupam os pais nas relações com seus filhos. A partir desse reconhecimento, o adulto pode traçar uma estratégia pra abordar o tema com seu filho e iniciar um processo de maior aproximação e de aprofundamento da relação.

 

Na Política A política é um campo de atuação muito profícuo par o reconhecimento deusos-comunicação-linguagem-corporal-2 emoções, já que se baseia na mediação verbal e na negociação de circunstâncias, prazos e condições. Nesse contexto, as pessoas que trabalham na política precisam desse conhecimento para evitar dissabores em seu trabalho como negociadores. É bem possível que o tempo vá desenvolvendo uma aptidão para detectar os cenários de risco e as condições para melhor negociação. Se você já trabalha com política deve notar que já possui aptidão para reconhecer o estado emocional das pessoas. A aprendizagem das técnicas que ensinamos sobre expressões faciais e micro-expressões aprimorará essa capacidade. Escute uma entrevista concedida por Sergio Senna à Rádio Câmara sobre A Comunicação Não Verbal na Política (tempo total ao redor de 20 minutos), clicando nos links abaixo: 1ª Parte 2ª Parte

 

 

Na Psicoterapia e na Aplicação de Técnicas e Métodos Psicológicos em Geral usos-comunicação-linguagem-corporal-3O psicoterapeuta não deve se preocupar se a pessoa em atendimento está mentindo ou falando a verdade. Isso faz parte do processo. Entretanto, deve estar muito atento às emoções que são expressas na linguagem não verbal. Aprimorar a capacidade de reconhecer a ocorrência dessas emoções, ainda que se manifestem por breves momentos, pode fazer muita diferença para o desenvolvimento da terapia. No processo terapêutico, a pessoa pode atravessar um turbilhão de emoções que ela mesmo não é capaz de perceber e dar significações. Muitas vezes, certos eventos estão relacionados a emoções contraditórias. Em nível cognitivo, a pessoa expressa os seus sentimentos da forma como é socialmente esperada a sua manifestação. No entanto, no rosto, as verdadeiras emoções experimentadas aparecem, ainda que por breves momentos. Essa é, portanto, uma ferramenta essencial para o profissional de Psicologia.

 

 

Na Educaçãousos-comunicação-linguagem-corporal-4 Os desdobramentos na educação são muito significativos. Nos últimos anos, diversos trabalhos acadêmicos foram produzidos sobra a melhoria da qualidade da relação professor-aluno. Essa relação poderá melhorar significativamente se as pessoas envolvidas aprenderem a reconhecer as suas emoções.

 

 

Na Segurança Pública e Privada usos-comunicação-linguagem-corporal-4Um dos desdobramentos possíveis para o reconhecimento de emoções é a identificação da mentira. Investigações policiais e particulares podem se beneficiar de forma bastante produtiva das técnicas de reconhecimento de emoções, uma vez que há sinas inequívocos de estresse e de descrença quando alguém mente. Aprender a reconhecer micro-expressões pode fazer de você um verdadeiro detector de mentiras humano.

 

 

No tema de seu interesse Não há limites para as aplicações do reconhecimento de emoções. Onde há interação humana, haverá espaço para a utilização desse conhecimento.

 


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Como citar este artigo:

Formato Documento Eletrônico (ABNT)

PIRES, Sergio Fernandes Senna. Em que áreas posso usar a Comunicação Não Verbal?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Disponível em < https://ibralc.com.br/usos-da-linguagem-corporal/> . Acesso em 4 Dec 2016.

Formato Documento Eletrônico (APA)

Pires, Sergio Fernandes Senna. (2011). Em que áreas posso usar a Comunicação Não Verbal?. Instituto Brasileiro de Linguagem Corporal. Recuperado em 4 Dec 2016, de https://ibralc.com.br/usos-da-linguagem-corporal/.

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Sergio Senna
Psicólogo, doutor em psicologia (UnB), possui diversas especializações na área de educação, segurança e políticas públicas. Tem larga experiência acadêmica e profissional na interpretação da linguagem corporal, presta assessoria institucional no Congresso Nacional e desenvolve trabalhos acadêmicos nas temáticas da análise da mentira e da linguagem corporal. Veja o currículo completo aqui!
Sergio Senna

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6 Comments

  1. Muitas pessoas têm dúvida se a linguagem corporal pode ser útil no exercício de suas atividades profissionais. É claro que pode. Dê uma olhada na postagem!

  2. Meu nome é Fernando Neves e faço curso de Ciências Biológias na Universidade Estadual de Maringá e tenho algumas perguntas.

    Sou um leigo curioso sobre o assunto, sempre me interessei pela linguagem corporal antes mesmo de ter lido “O corpo fala” (Pierre Weil). Me interessei ainda mais no assunto quando comecei a assisti a série americana “Lie to Me”, baseada nos estudos de Paul Ekman. Agora venho lendo “Desvendando os segredos da linguagem corporal” (Allan & Barbara Pease).

    A minha pergunta é sobre mais fontes de leitura confiável sobre linguagem corporal, algo mais específico e elaborado como o livro “Couraça muscular do carater” (José Angelo Gaiarça).

    Outra pergunta é como posso vincular meu curso de Biologia com esses tipos de estudo, principalmente envolvendo a área da neurociências que tanto me atrai. Todavia não tenho contato com outras pessoas dessa área para começar algum trabalho interessante.

    Por onde devo começar?

    • Prezado Fernando, muito obrigado pela sua participação no Portal.

      Isso nos ajuda a atingirmos um dos nossos maiores objetivos que é desenvolvermos uma comunidade de pessoas interessadas nesse tema.

      Assim como venho explicando a diversos de nossos leitores, existe uma dificuldade em conseguir material de boa qualidade (com base científica) em Língua Portuguesa.

      Estudo a comunicação não verbal há algumas décadas e senti essa mesma dificuldade para o meu próprio estudo. Com o passar do tempo, fui me capacitando em outros idiomas, o que facilitou a minha aprendizagem.

      Você notará que os livros de maior sucesso não têm a preocupação de mostrar as bases de onde saem as suas afirmações sobre a interpretação da comunicação não verbal. Penso que na correiria para ganhar dinheiro vendendo livros, alguns autores (e editoras) oferecem seus conteúdos sem os cuidados necessários com base na argumentação que as pessoas devem ler de tudo….

      Bom, isso é verdade, mas a preocupação com a qualidade de uma obra também é um aspecto importante. Essa pressa que ocorre em alguns casos, junto com a ganância de outros causa a criação de alguns mitos, como por exemplo:

      Ao pesquisarmos na Internet sobre a importância da linguagem corporal, nos deparamos com um dos grandes “mitos” que foram criados sobre o tema. É possível encontrar todo o tipo de quantificação da preponderância da linguagem não verbal sobre a linguagem falada. Alguns desses artigos chegam até mesmo a serem convincentes, citando estudos científicos.

      No entanto, essa é uma fantasia que foi criada a partir da década de 60, existindo argumentações de que a comunicação não verbal seria responsável por 93% do conteúdo “interpretável” e uma mensagem!

      Essa afirmação é atribuída ao pesquisador Albert Mehrabian (o que é parcialmente verdade), mas tomou vulto sem levar em consideração as grandes limitações da pesquisa por ele realizada.

      A própria concepção dessa argumentação é uma fantasia, uma vez que seria o mesmo que afirmar a total irrelevância do conteúdo falado…. Se as palavras comunicassem apenas 7% do que se deseja comunicar, elas pouco importariam, o que não é verdade. As palavras e seus significados são muito importantes!

      Prefiro, então, pensar em camadas comunicativas. Uma influenciando as outras, complementando-se, opondo-se e alterando as mensagens que são disponibilizadas e interpretadas.

      Nesse contexto, em alguns casos as mensagens não verbais serão preponderantes, em outros prevalecerá a verbalização.

      Nesse contexto, aconselho que você leia as obras disponíveis de forma crítica. Outro leitor me sugeriu que disponibilizasse um espaço para que os leitores expressassem suas opiniões sobre as obras disponíveis. Venho pensando em como operacionalizar isso, considerando os possíveis desdobramentos jurídicos.

      Sobre a relação das neurociências e a linguagem corporal, sugiro que você “caia de cabeça” pois é um campo totalmente relacionado.

      Veja os artigos:

      http://ibralc.com.br/blog/a-mentira/neurociencia-da-mentira/

      http://ibralc.com.br/blog/tag/lie-to-me/ – Aqui você encontra os comentários à série Lie to Me onde mantenho algumas reflexões sobre o funcionamento do Sistema Nervoso Autônomo e a interpretação da linguagem corporal.

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      Um abraço
      Sergio Senna

    • Olá,

      “Ao pesquisarmos na Internet sobre a importância da linguagem corporal, nos deparamos com um dos grandes “mitos” que foram criados sobre o tema. É possível encontrar todo o tipo de quantificação da preponderância da linguagem não verbal sobre a linguagem falada. Alguns desses artigos chegam até mesmo a serem convincentes, citando estudos científicos.”

      Lendo um desses livros, de linguagem corporal, que não irei citar nome, com uma espécie de “foco” em persuadir pessoas, teve um trecho, que achei um pouco “apelativo”.

      Mostrava uma foto, com duas pessoas famosas, uma ao lado da outra.

      A mulher com as mãos para traz, de costas para o homem. O homem por sua vez, com uma mão no bolso, e a boca fechada, meio que serrada. A interpretação disso = A mulher é poderosa, não se preocupa com a opinião dos outros e o homem, por estar com a boca serrada, queria falar algo. Tinha mais coisas, mas não lembro agora.

      Este tipo de interpretação acho extremamente infeliz, é quase como uma adivinhação, ou estou enganado?

      Abraços,

      Edinaldo Junior

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